A ÚLTIMA CARTA
(Para a musa das musas)
“Mãe, pra ti conjugo o verbo amar”.
(Rick e Renner).
Querida, tua voz melódica
ainda ecoa dentro de mim.
A energia do teu rosto
reluz nas minhas retinas
e anestesia a dor da saudade.
Deus seja louvado!
Vislumbro teu vulto energético
transitando da cozinha à sala de estar,
pelo corredor da minha lembrança,
impregnado pelo brilho
da tua presença tão amada...
Louvado seja Deus!
Há um ponto de equilíbrio
entre a saudade e o consolo,
trazendo da distância infinita
o momento de fé, sublimado
no passado sempre presente,
da tua vida inesquecível,
fazendo-me companhia constante,
servindo-me de fortaleza imbatível...
Ah, querida, querida, querida,
é tão bom lembrar de ti...
Viajaste em paz e em liberdade,
como a leveza de um pólen,
levado pela ventania,
deixando um rastro de poesia
e um bálsamo consolador
no coração de quem chora
tua ausência material,
porém se consola
na presença da tua energia
imortal, amorosa, materna...
Muito obrigado, mamãe!
Descansa na paz de Deus...
Adeus, mamãe, adeus...
Paulo Marcelo Braga
Belém, 10/09/2007
(03 hora e 06 minutos).
Palavras de despedida ... ricas ... mas nem todas as palavras do dicionário , seja lá qual a conjugação, podem definir uma MÃE .
Seu poema é tão rico quanto o sentimento que o movitou.
Parabéns.
Votado
Votado, Paulo.
abraço e bom final de semana.
ningúem e muler alguma merece mais homenagem que uma mãe.
Parabéns!
publicado.
Soluçar de quem aflora o canto da beleza!
Perfeito.
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