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Era uma vez uma grande fazenda. Nessa fazenda existia uma vasta área verde, com muitas árvores e um rio de água límpida. Era nesse belo lugar que milhares de vacas leiteiras trabalhavam dia após dia.
O fazendeiro era reconhecido como um homem bom, muito trabalhador e honesto na administração de seus negócios. Todas as pessoas daquela comunidade o enxergavam assim. Mas e as Vacas, o que será que elas pensavam?
Vida de vaca leiteira não é fácil. São horas e horas com aquelas frias maquinas de ordenha agarradas nas tetas. Sugando o suco que deveria ser alimento dos bezerros, filhos legítimos das Vacas.
Para as Vacas aquilo que acontecia ali, todos os dias, sem menor alarde, na verdade era roubo! Como pode alguém enriquecer roubando a comida dos filhos dos outros? Como pode tanta gente se alimentar da comida do filho dos outros?
Um belo dia, uma Vaca se cansou daquilo tudo. Passou a não aceitar mais o que acontecia. Ela não podia fazer muito, é verdade. Os peões da fazenda controlavam as Vacas com violência. Mas a Vaca, escondidinha, urinou no balde de leite.
Essa era sua vingança. Sabotar o objeto de riqueza do fazendeiro e, ao mesmo tempo, estragar a festa de todos que consumiam o produto de seu trabalho escravo.
Dia após dia, a Vaca seguiu com sua sistemática vingança. Depois de certo tempo os homens descobriram que havia algo de errado com o leite. Confusos, passaram a culpar uns aos outros. Assustados, evitaram consumir o leite da Vaca.
É verdade que as coisas não mudaram completamente. Os homens ainda bebem leite. As Vacas ainda sofrem com a ordenha. Só que agora elas ostentam um sorriso debochado.
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