Nos tempos de antanho, se estudava em colégio de freira
para ser normalista de saia plissada e cantar no Coral da Igreja.
E falar bem da cidade. Então num ímpeto saudosista, saiu assim, uma valsinha.
Nos tempos da vovó
Lagoa era uma rua só
Ali se fazia o sortido
Na venda do seu Jacó.
Igreja no meio da praça
celebrava toda união
Reveladas com muita graça
Nas fotos do seu Sebastião.
Então chegou o Rainha
Que veio para ficar
Tornando toda mocinha
"Princesa" deste lugar.
Hotel era ali na esquina
Em frente ao Rainha da Paz
Da passagem à gasolina
Servia de modo eficaz.
Sábado, mês de Maria
Vinha gente de todo o arraial
Pra festejar com alegria
Quermesse no Dom Vital.
Vivia o Doutor Messina
Tentando curar a dor
Empregando sua medicina
Com muita fé e amor.
Isso aprendi coá vovó
Em noites de serão
Enquanto fazia filó
Em torno do fogo de chão.
E os anos foram passando
Tempos que não voltarão
Alguns lagoenses tombaram
Outros se firmam no chão.
E hoje ao lembrar de tudo
Com grande emoção
Trago envolto em veludo
No peito, meu coração.
(para Lagoa Vermelha)
Eu acho lindo cantar a cidade da gente.
E que bonito tua saudade fez de Lagoa, a vermelha!
Agradecida.
Gostei muito, muito.
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