A Velha e o Menino Cego [Parte II – A Arribação]

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GABRIEL BARROS · Rio de Janeiro, RJ
16/9/2009 · 29 · 30
 

A Velha e o Menino Cego
[Parte II – A Arribação]

Entendi minha condição, cego em minha própria angustia.
Não basta ser ou estar, no escuro os sentidos se libertam da razão.
É na mais profunda escuridão que acontece o salto pra luz.
Entendi o que era óbvio. Aceitei minha fosca condição.

A velha ainda existe, mesmo que na minha mente.
A velha é triste, e entristece . A velha é sábia.
Mais na sabia o que deveria saber/transparente.
A velha não existe, ou não deveria existir/somente.

E o cego/louco menino, se apaixonou pela velha
E ele sabia, que é um doce amar... Ele sabia
O louco/cego menino, só não sabia o amargo que era.
Perder a escuridão , vê-la desabar

Não mais cego ele era, agora pudera enxergar
O verdadeiro amor que era, o que teimava em cerrar
O então menino viu, que no fundo a velha não era
Tão pouco foi, não passava de quimera

O menino então força sua arribação
Seu desvairado amor, se perde
E junto com a razão, chora ter perdido um dia
A cegueira que outrora, tanto lhe protegia

E a vida seguia...

Sobre a obra

O Real se confunde com a poesia, que se confunde com a música...

Decupagem de uma franca e real conversa
Colagem de alguns comentários da Parte I

na verdade tudo se mistura, tá tudo misturado...tudo junto...bem juntinho...quase igual!

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Gabriel Barros
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marilia carboni
 

Se gostei??...amei!!! Parabéns!!!
Beijos ...

marilia carboni · Londrina, PR 16/9/2009 12:10
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Greyce Kelly Cruz
 

a mensagem é boa maiso contexto é triste!!!

Greyce Kelly Cruz · São Luís, MA 16/9/2009 12:22
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Alex Real
 

belo e triste, profundo e relevante

abrços

Alex Real · Florianópolis, SC 16/9/2009 12:30
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Sander Machado
 

Ver tem dessas vírgulas ....
Abrs,

Sander Machado · Porto Alegre, RS 16/9/2009 12:49
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GABRIEL BARROS
 

Corrigindo

Mais não sabia o que deveria saber/transparente.

GABRIEL BARROS · Rio de Janeiro, RJ 16/9/2009 13:22
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
GABRIEL BARROS
 

Corrigindo[2]

Mas não sabia o que deveria saber/transparente.

GABRIEL BARROS · Rio de Janeiro, RJ 16/9/2009 13:27
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menina_flor
 

Amigo poeta Gabriel: Só quando mergulhamos na escuridão podemos encontrar a luz. Às vezes enxergamos o que não desejamos - mas é necesssário - e descobrimos também que nem tudo é como pensávamos. Nessa mistura toda, nessas duvidas e certezas vamos levando a vida...
Um poema intenso..
Parabéns.

Bjos
Patty

menina_flor · Rio de Janeiro, RJ 16/9/2009 13:55
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alcanu
 

Muito profundo e reflexivo esse texto...
até que ponto o tal de enxergar não nos ilude, né ?
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 16/9/2009 14:46
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Cezar Ubaldo
 

A escuridão e a luz são irmãs,por assim dizer.Nessa dicotomia não há distâncias,por incrivel que pareça,mas,uma relação tão profunda que a inexistência de uma transtorna aquele que sobre a sombra ds luz viveu.Abraços.

Cezar Ubaldo · Feira de Santana, BA 16/9/2009 15:58
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LAURO WINCK
 

Profundo e triste, enxergar as vezes é mais dificil para os que tem a capacidade de ver.
Votado.
abçs

LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 16/9/2009 16:42
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Jairo de Salinas
 

Profundamente filosófico. Platonizado pela escuridão cavernosa que o faz enxergar com os olhos da percepção, ele segue como ave de arribação. A velha era quimera... alguém surgirá no seu polo imaginário!

Jairo de Salinas · Salinas da Margarida, BA 16/9/2009 17:23
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Jairo de Salinas
 

Profundamente filosófico. Platonizado pela escuridão cavernosa que o faz enxergar com os olhos da percepção, ele segue como ave de arribação. A velha era quimera... alguém surgirá no seu polo imaginário!
Um abração!

Jairo de Salinas · Salinas da Margarida, BA 16/9/2009 17:23
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ayruman
 

Belo e inquietante. Onde encontra-se o limite entre o Sonho e a Realidade. A morte a Vida. O velho e o Novo. A noite e o Dia. O sol e a Lua. O nada e o Tudo.
Abraço fraterno. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 16/9/2009 17:35
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kfarias
 

Muito belo e triste, concordo com o overmano Ayrumam, seu comentário foi no ponto vital.
Abraços,
kfarias.

kfarias · Águas de Lindóia, SP 16/9/2009 19:29
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azuirfilho
 

GABRIEL BARROS · Rio de Janeiro (RJ)
A Velha e o Menino Cego [Parte II – A Arribação]

Tem a dureza das dores do mundo e toca fundo no coração e na alma.
O Humano não nasceu pra lutar ou sofrer mais. pra viver em irmandade e todo mundo irmão solidário nas dores com todos sentindo e confortando a qualquer um que nesta passagem rápida sofra.
Parabéns pelo Trabalho pra gente pensar e aumentar o amor pelo próximo.
Abração Amigo a todos.

azuirfilho · Campinas, SP 16/9/2009 19:55
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Raiblue
 

Ei,Gabriellll!!!

Que bacana essa interação!Realmente isto é bem legal por aqui, os comentários realmente são bastante inspiradores,muitas vezes.Adorei ter um pedacinho de mim em ti(teus versos).

Realmente, manter-se na caverna (evitar a luz) pode ser menos conflitante,menos ameaçador.Existem certas cegueiras muito convenientes...alimentam o que queremos ver, mas que ,em verdade, não vemos,criamos..., são as ilusões....Mas o que mal sabemos é que no fundo do escuro está a luz... e a cegueira se desfaz... e as verdades ( ainda que relativas) nos são reveladas , inevitavelmente...
é no claro escuro que tudo fica claro!!!
É no meio do caos que descobrimos a estrela dançante nietzscheana...lá no fundo da alma...

Brilhante,Gabriel! Versos instigantes que acionam todos os sentidos!!

Aplausos, meu lindo!!!
e um super beijo azulzinho....
Blue

Raiblue · Salvador, BA 16/9/2009 21:11
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wagner lima santos
 

...Jogo bonito de palavras poéticas que, dificilmente se entende quando aceitamos não usar as lentes holísticas do pensamento... poderia então dizer: Que bonito e maravilhoso poema! Sabendo "eu" que sou também incluso nesta verdade: "Entendi minha condição..." que quando "se ama, o feio bonito se parece...", o jogo das ilusões onde o amor não se manifesta em sua plenitude - "O então menino viu, que no fundo a velha não era" e na realidade, o "menino" jamais amou, vivia ou: vivemos envoltos num mar de vaidades efêmeras, que quando algo deixa de ser interessante, aí vem as esfarrapadas desculpas de que a "cegueira" psicológica causada pela eclosão da paixão, na verdade não passava de um grande engano e, de que "A velha é triste, e entristece... A velha não existe, ou não deveria existir/somente... Não mais cego ele era, agora pudera enxergar
O verdadeiro amor que era...", ótimo questionamento que o poeta não questiona, deixando nas entre-linhas o parecer de que o amor jamais existiu; pois de fato, se ele existisse, mesmo quando seus olhos fossem curados da "catarata" das ilusões, o fórum íntimo da alma, ainda assim, lhe reclamava o amor como causa e, não como efeito. Aqui, no meu entender, neste monolóquio, o poeta com inteligência sagaz, primeiro nos deixa a impressão de que algo funesto e misterioso se passa consigo; porém, na verdade, é uma grande carapuça que vez por outra, aceitamos quando negamos o amor incondicional e, deixando a discurssão em aberto, o poeta e overmano "bate na cangalha para o burro entender" quando finaliza: "E junto com a razão, chora ter perdido um dia / A cegueira que outrora, tanto lhe protegia..." Parabéns poeta, não é todo dia que se depara com poemas de forte calibre e, este é o motivo maior de procurar na essência, se a mensagem faz de fato jus a uma interpretação não capciosa, assim fica o meu comentário um tanto prolixo... acho assim, mesmo numa interpretação um tanto sincera do que um comentário ardiloso.

wagner lima santos · Brumado, BA 16/9/2009 21:33
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Patipetista
 

Vou te seguindo...gostei muito !

Patipetista · Taboão da Serra, SP 16/9/2009 22:56
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Samuel Luciano Assunção
 

"E o cego/louco menino, se apaixonou pela velha
E ele sabia, que é um doce amar... Ele sabia
O louco/cego menino, só não sabia o amargo que era.
Perder a escuridão , vê-la desabar"

gostei muito gabriel.
prazer em te ler.

abraços

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 16/9/2009 22:58
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Saramar
 

Não achei triste, ao contrário.
Senti que ocorreu uma libertação, tanto da cegueira como desta "velha triste" que o impedia de arribar.
E, sabemos todos, a arribação não é indolor, as asas doem para nascer,mas levam para todos aqueles lugares que o menino cego queria alcançar.

Que poema maravilhoso!
A construção em duas linguagens o enriquece e, para mim, parece o significado mesmo de quem voou tão alto que ficou acima do próprio eu, passando a falar de si como se fora outra pessoa. Esta é uma bela e riquíssima maneira de ligar o sentido e a forma do texto.
Em resumo, uma maravilha!
Meus parabéns!

beijos admirados.

Saramar · Goiânia, GO 16/9/2009 23:49
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Greta Marcon
 

A cegueira é um ótimo escudo contra muitos sofrimentos e decepções.
Seu texto é muito lindo e muito triste. Parabéns!
Gostei, amei e votei.
Beijos

Greta Marcon · Ponte Nova, MG 16/9/2009 23:53
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Aldy Carvalho
 

Aldy Carvalho · São Paulo, SP 17/9/2009 11:02
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Cintia Thome
 

GABRIEL. QUE GLÓRIA...SÓ ISSO POSSO DIZER EM LER O II ...
PARABENS E REFLEXÃO E MUITA REFLEXÃO!

Cintia Thome · São Paulo, SP 17/9/2009 16:12
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Roberto A
 

excelente post!

adiante!

Roberto A · Cuiabá, MT 17/9/2009 16:14
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Ilia Noronha
 

Ola!!!
Que lindo e triste texto.
Adorei ler vc.
Beijuss

Ilia Noronha · Manaus, AM 17/9/2009 23:31
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ayruman
 

Só Confirmando.
O velho e o Novo. A noite e o Dia. O sol e a Lua. O nada e o Tudo.
Abraço fraterno. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 18/9/2009 15:16
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markinho
 

Que linda poesia!
abraço

markinho · São Luís, MA 19/9/2009 04:19
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Clésio Tapety - Cultura da Paz
 

Beleza de poesia. Enxergar é de uma responsabilidade tremenda, né? Abraço.

Clésio Tapety - Cultura da Paz · São Paulo, SP 19/9/2009 13:53
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Carlos Venttura
 

Parabéns!

Carlos Venttura · Suíça , WW 19/9/2009 23:38
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Doroni Hilgenberg
 

Gabrile,
lendo atentamente seu texto me veio a mente o ditado
" O pior cego é aquele que não quer enxergar"
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 17/11/2009 20:15
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