Abri novamente as asas,
roubei a força da águia
e perseverei.
Abri, novamnete, as asas
e gritei.
Evoquei ministérios
da existência,
mergulhei-me, outra vez,
no caminhar.
Abri, novamnete, as asas,
movi-me, em silêncio,
entre o espaço do entardecer
e os ramos do crepúsculo,
a pousar.
Encontrei-me, em sonhos,
a caminhar pelos bosques vazios,
pelos campos, a sussurrar
Epor sobre janelas adormecidas,
brinquei com os sonhos,
a sonhar.
Passei por sobre as ondas,
sondei os segredos do mar.
E, novamente, abri as asas,
sondei pensamentos...
Quis para casa voltar.
Eis-me aqui.
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