Vovó e Dudu
Quando saía de casa para pegar água na cisterna no quintal para o banha rosto de Dudu, vovó escorregou no terceiro degrau da escada que dá acesso ao quintal, vovó tombou e seus óculos caíram e quebram-se. Já tão surrados pelo tempo, mas ainda tinha serventia... E o dinheiro pouco, ai meu Deus... Dudu correu e viu o desespero da avó procurando os óculos ao chão.
__ Ai meu Deus você vai chegar atrasado na escola, uma légua a ser percorrida, não é pouco não!
__Não tem nada não, vamos procurar os óculos de vó!
Dudu escorregou no lodo próximo da cisterna e rasgou o uniforme.
__ É demais para manhã logo cedo, diz vovó!!
__ Vó, na quartinha ainda tem um pouco de água, dá para eu banhar o rosto!
Enquanto a água fervia para o café, vovó cosia o rasgado da calça com a ajuda de Dudu, é claro! Vovó sem óculos fazia todo esforço para coser o uniforme.
___ Pega a agulha e a linha filhinho, vamos à costura!
Sentaram-se no beiral da escada e mãos à obra!
Dudu guiava com o dedo os pontos que a vó havia de cingir com a linha e agulha para coser seu uniforme!
__ Aqui vó, aqui vó, aqui vó, aqui vó, aqui vó, aqui vó !
Ai! Ai! Aí não vó!!!
Aí é o meu dedo vó! ...
Marluce, esse tipo de crônica combina bem com suas palavras leves e suaves. Gostei
Abraços
Noélio Mello
Noélio,
Muito obrigada mesmo!
Fico feliz que tenhas gostado!
Abraços!
Leve e gostoso de ler, reler...
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 19/5/2007 16:32
Marluce muito bom teu texto.... puro, carinhoso....!
- continua, viu?!!!!!
Poeta Jorge,
Eu acho as histórias de avós e netinhos as mais lindas( as mais cheias de puro amor...) eu não tive esse privilégio de desfrutar desse amor de avós, cheguei tarde, elas já tinham partido...
Um abraço, poeta!
Marluce
Celio,
Meu amigo, obrigada pelas tuas tão incentivadoras palavras, tu sabes o quanto elas me impulsionam para frente, para frente...
Um abraço amigo, Marluce
O teu texto tá maravilhoso Marluce. Depois da mãe, vó é a coisa mais linda que a gente tem na vida, não é poeta. Meus sinceros aplausos.
Carlos Magno.
Carlos Magno,
Muito obrigada meu querido poeta Carlos Magno!
Quando nasci minhas avós já eram falecidas!
Um grande abraço !
Marluce
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