O show aconteceu no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Está terminando a passagem por 16 capitais brasileiras.
As restantes são Curitiba e Rio de Janeiro, hoje e amanhã.
Só me senti à vontade pra usar flash ao final, então consegui resgatar, de 40 e poucas fotos, apenas estas.
Faltou dizer: os músicos retratados são Paulo Moura (clarinete) e Armandinho (bandolim de 10 cordas), além do violonista Gabriel Improta e os percussionistas Giba Conceição, Gabí Guedes e Nei Sacramento. Para saber mais sobre a turnê que se encerrou ontem, dia 15, no Rio de Janeiro, acessar o link.
É isso aí.
Acabo de me dar conta de que este post está despido de tags. Como costumo sempre colocar tags, vou inventar aqui mesmo, em forma de comentário, só pra constar.
paulo-moura armandinho clarinete bandolim percussao giba-conceicao gabi-guedes nei-sacramento violao gabriel-improta tom-jobim antonio-carlos-jobim antonio-carlos-brasileiro-de-almeida-jobim tom bossa-nova afro-bossa-nova homenagem-a-tom-jobim homenagem show espetaculo musica musica-popular-brasileira musica-instrumental-brasileira improviso improvisacao som floripa ufsc
Votado meu chapa, a afro-bossa nova também passou aqui por Fortaleza e realizou uma festa marcante, Armandinho é demais, foi um dos melhores shows que eu já fui!!!!!!!!!!!
Muito bom!!!!!!!!!
Obrer,
Legal (a julgar pelo elenco), mas senti falta mesmo foi de saber (já que pude ainda ouvir) exatamente, porque a onda se chama 'Afro-Bossa Nova". É algo assim como Tom Jobim 'africanizado'? Diga lá!
Abs
Então, Spírito.
Vou dar uma de político em debate eleitoral:
Muito boa pergunta.
Na prática o que acontece é o seguinte. O Armandinho é filho do Osmar (da dupla Dodô e Osmar, criadores do conceito de trio-elétrico na Bahia). Mas foi por um caminho diferente e toca bandolim de dez cordas e guitarra-banjo (incrível!), faz música instrumental brasileira. Já o Paulo Moura é negro mesmo, tem a coisa no sangue, e toca clarinete improvisando mais com a linguagem do Choro do que com a do Jazz. Fez uns solos impressionantes.
O lance é que são acompanhados por um puta violonista, o Gabriel Improta, que toca muito e muito bem, e um trio de percussionistas bahianos (como disse acima, Giba Conceição, Gabí Guedes e Nei Sacramento). E os caras quebram tudo (no bom sentido, de fazer som transcendente)... berimbau, pandeiro, bateria, tambores de vários tipos e tamanhos etc.
A idéia do projeto, sobre o qual dá pra saber mais lendo o link que apontei antes, é uma transcriação (termo usado pelo Haroldo de Campos para definir a tradução) de músicas do Tom Jobim. É só música instrumental, as letras vão pro beleléu (o que é bom por um lado, já que o som sem palavras permite uma apreensão menos racional pelo ouvinte). Enfim... palavras não bastam, nunca.
O fato é que a música do Paulo Moura, Armandinho e trupe tem um "punch", uma pegada, uma intensidade muito especiais.
Abração,
Felipe
Obrer,
(Também como político no debate):
Sim, nobre colega. Conheço bem o Armandinho, esta história do trio elétrico, a turma toda, em suas qualidades individuais recorrentes. Mas, a pergunta não foi esta. Afinal Afro Bossa Nova porque? Só porque o Paulo é negão..ou porque os percussionistas são bahianos? Afinal, se Bossa Nova é Samba- jazz e se Jazz já é coisa de afro-americano, não é tudo uma redundãncia sem tamanho?
Ainda bem que a música que eles, as sumidades todas, fazem dispensa os rótulos de ocasião, não é não?
Abs
Spírito,
Vamos lá, ali, acolá:
Pelo som que ouvi, posso dizer que o "afro" se deve à percussão mesmo, ao batuque, à batucada, ao batucar. Lembro de momentos em que o Paulo Moura e o Armandinho saíam de cena e, só violão e percussão no palco, o que chegava como estímulo auditivo era muito terreiro.
Abração,
Felipe
Agora entendi!
É música Afro-preta-Sambística-meio-jazzística-de-negão-afro-descendente-negro-da-cor-da-Bahia-do Brasileiro-de Almeida (Al Mada? Jobim?..olha o árabe aí, gente!)
Gostei do do conceito meio salamaleque desta música de melê dos bons, meio acarajé de burgerking. Só estranhei mesmo o nome tão descansado que deram pra ela.
Estou longe da perfeição como fotógrafo, mas ao ver essas fotos de um ano e meio atrás me supreendo com a diferença de abordagem. É a tal da experiência que vai se condensando.
Felipe Obrer · Florianópolis, SC 5/2/2010 03:26Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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