agitando altas paradas por aqui (gosto do poder de síntese nas papilas dessa nova li(´)ngua_GEN)
corro...
quase voo nessas ruas feitas de precipícios
lajotas e pedras de sonhos
( boom!)
estrada que passa sobre as de ontem,
cruz, credo, e fantasmas no quarto escuro dos olhos fechados
...
fantasmas no quarto escuro dos olhos fechados
boom!
tiros de mentira cuspidos das mãos-latas-e-garrafas-lixo-balas-perdidas-verdades:
[O menino joga tampinha no chão:
(som de tiro: boom!!
uma pessoa morta, duas feridas)
O pai joga lata de cerveja no mato:
(som de uma rajada: rá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá!!!
um morto e alguns feridos)
um caminhão despeja lixo em área imprópria
(Explosão: Booom!!!
vários mortos e dezenas de feridos)
a avó joga uma bacia de caos na ordem
do entendimento
desatado em desentendimentos,
plantamos a morte:
rajadas várias imaginadas ...
dezenas de mortos e centenas de feridos
sem poderem se indignar
nesse plano infalível,
cheio de armadilhas.]
volto já,
sem essa corda no pescoço
sem esse tempo a me queimar
combustível do agora.
poesia escrita em conversa pelo msn, com o poeta, músico e artesão Antenor Paraíso, do DF.
André, reparo que você divaga alto, sente como poeta e escreve bem pra caramba! Parabéns! Bjs.
poesiabrindada · Rio de Janeiro, RJ 23/4/2009 11:23Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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