No céu ha agua represada
Em monstruosas nuvens
Pesadamente estaticas,
Mas não chove.
A terra esturricada
Espera empregnada
De calor e po
Pedindo sedenta
Seduzida, sofrida
Oferecendo-se em imensidões
Cor de ferrugem
Numa tristeza
Silenciosa e seca,
Mas não chove.
Entre o céu carregado
Com nuvens de chumbo
e a terra sofrida
Carente e fustigada
Desolada e abandonada,
Um sol doura
Levemente as copas
Ainda verdes das arvores altas,
E no chão as plantas
Rasteiras e amorfas
Recebem o sol
Que devora as verdes
Esperanças queimadas
Deixando nas folhas
Um tom de fosco esquecimento
A esperar aguas,
Mas não chove.
Todas as nuvens
Aglomeram forças
Numa so,
Agora como uma imensa abobada
Gasosa, tensa, densa e escura
Espera transbordar-se em agua
E acariciar ao menos minimamente
A solidão seca e triste da terra.
O sol se comove
Arrefece, mas nada acontece,
E não chove.
Atenção!"
Não foi possível passar pelo corretor de texto.
essa poesia foi escrita num laptop françês e senil
que não é aceito pelo world atualizado, e eu não tive
tempo de fazer as correções.
então prestem atenção na emoção das palavras e
fechem os olhos para a gramática.
Beijos, saudades, e obrigada!
Isso é uma despedida temporária do Overmundo,
o que não significa que não vou estar atenta, logada, lendo, e votando, apenas não colaborando, e isso não é Bloqueio de Escritor, é o meu caminho de volta.
Como metáfora, um aviso.
Como visão da "tristeza silenciosa e seca," uma dor e a angústia da espera dessas águas que não transbordam nunca.
beijos, não se demore.
puxa! eu sei como é isso.
já te falei dos ciclos e das estações, lembra?
estamos em movimento com o Todo e tudo.
assim mesmo, silenciando temporariamente, nada fica estático.
se a chuva esperada não cai agora, aguarda. a seca passará.
a calma chegará, e transformando o que precisa ser transformado.transmutado em poesia, som, Luz, paz, dança..
e o solo estará fértil o bastante para receber o novo, o amor verdadeiro.
fique em paz!
beijo, viu?
Fran
Eu realmente amo, essas Pessoas Boas.
Obrigada, até mais quem sabe...
Mas um dia, quando a chuva vier, que seja de alegria...
E também, quando vierem as lágrimas, que venham para abolir a secura de tantas almas...
Muito belo poema, Dora!!
Abraço
http://interludios.blogspot.com
Dora, vá não, please!
Mas olha, se é uma despedida, precisa ter o BIS.
Poema lindo ao sabor da emoção.
bjs
Poema muito lindo mesmo.
Tem merecimento inquestionável.
Abraço
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