Na graça da sensualidade dos nossos corpos,
Aguardando a afinação do espirito,
Celebraremos com nossas carnes,
Uma felicidade que ainda podemos inventar.
E, por ai, será possível arriscar uma luta promissora,
Entre o divino e o real, o desejo e a carne,
É a revolução do corpo.
Olhos vendados e o coração batendo em descompasso,
As mãos que tateam, apalpam,
Também são agressivas e arranham.
Os corpos nús se enroscam com tal perfeição,
Que seria impossível definí-los,
Sentindo o sexo, o desejo, vencem mesmo sem ver,
A pura existência da nudez proscrita por sons,
Pela beleza reafinada no corpo.
Tiram-se as vendas!
Vê-se agora com múltiplos sentidos,
O suave mistério aquecido pelo espirito do prazer.
As caricias giram o espaço e ascendem o coração,
Antecipam alheios inventários,
Incendeiam os traços discretos de malicia,
Aquece o sangue nos músculos do escritor,
Que agora contempla com afinação.
A união tão lógica da beleza com o ambiente
Que reflete em sua dama.
E todas as palavras escritas
Passam a existir num só momento.
escrevi este poema, mas falta um titulo para ele. peço ajuda aos meus caros colegas de overmundo para que possam me ajudar com suas contribuições.
O profano e o sagrado. A matéria e o Espírito. Ainda somos míopes e nossa sensibilidade alcança apenas vôos rasteiros.
Mas ainda vamos chegar lá!
Luz e Paz. Sempre!
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