ALDEIA
Lembro-me da ceia
que era água e sal.
Lembro-me do sangue
que jorrava na aldeia.
Lembro-me da fadiga
que o corpo carregava.
Lembro-me do silêncio
que nada me disse da vida.
Lembro-me das minhas garras
que antes eram afiadas,
hoje estão cegas e abandonadas,
como uma casa sem porta.
Lembro-me das mãos meigas
colhendo lágrimas de minha dor.
Lembro-me de ti.
Lembro-me do sangue da aldeia.
Lembro-me...
Manoel, que bom que você resolveu colocar uma nova colaboração.
Gostei muito, especialmente porque veio com uma ilustração.
Manoel, muito bonito e porfundamente dolorido.
Esse sangue jorrando...
(veja a coincidência, estou lendo e ouvindo Elis cantar "20 anos Blues")
Beijos
O teu poema é formidável amigo Manoel Moreno. Triste e belo.
Meus sinceros aplausos e abraços.
carlos magno.
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