ALGOZ DA PAIXÃO
de Melck Aquino
A carne pede
A alma implora
O coração descompassado
Irresponsavelmente reclama
Mas a razão
Com sua crueldade mórbida
Ordena em tom draconiano:
PARE!
Cesse os olhares, os desejos
Cesse a admiração, os sonhos de beijos
Cesse a crença vã, de uma possibilidade nunca existente
A Santa Inquisição da consciência
No afã de encontrar culpados,
Pedir-me-á bruxas para consumi-las em fogo
Mas elas não existem!
Não há culpa
Não há vergonha
De emoção tão pura
Não há, sobretudo, do que se arrepender
Talvez um dia, visitando o baú das lembranças
Lá estará este crédulo poeta
Que por você se apaixonou
Agora ouço passos,
É a razão furiosa que se aproxima
É hora de cessar o verso
É hora de prender no calabouço este sentimento
Que meu algoz não tenha piedade
Pois a sentença de morte carece ser cumprida
Que esta paixão morra em paz
É a razão que ordena
Ainda que a emoção se desmanche em lágrimas
Melk,
oi
"Io no creo en las brujas, pero que las hay..."
Maravilhoso poema, terá meus oito votos, com certeza.
Parabens.
Uns abraços
Salve, Melck Aquino!!!!
É uma pena que o coração - dessa vez - perdeu pra razão!
Parabéns!!!!
Muito bom!!!!
Sempre um belo poema,Melck,parabéns!
Abraços.
Darei todos os votos...triste...o amor de poeta é o mais verdadeiro ...pois sofre no viver, no amar, no pesar...Lindo. Votarei!!!
Cintia Thome · São Paulo, SP 2/8/2007 10:47
Legal, bom poema! É isso aí, abraços!
Téo Ruiz · Curitiba, PR 2/8/2007 11:51
Caríssimo Melk,
Quando cheguei a este mundo, há cerca de dois meses, entendi que este espaço [ a sala de edição ] era um local para troca de sugestões de edição, mesmo. Depois, logo percebi pelas respostas a uma ou outra que fiz, que não era bem isso...
Em todo caso, te peço a licença, com todo o cuidado que merece o gesto de intervir na criação estética de outro autor, para te enviar algumas idéias para o poema. Farei isso pelo e-mail. Combinado?
Abração.
Aldo
Melk, na minha terra se dizia não sei porque, mas que nestas coisas do amor o coração é responsável pela intensidade, só que o coração está guardado dentro da caixa do peito, não tem medo, a qualquer senão à aquele abandona e parte em busca do outro, incerto, mais ou menos isto.
Andre Pessego · São Paulo, SP 3/8/2007 20:35
gostei muito, Melk.
grande poesia!!!!
parabéns!!!
abraços
Parabéns muito autêntico o seu poema.Bjs
carol de trancinhas · Brasília, DF 4/8/2007 13:39
Revendo aquele tempo e me abastecendo depois tbem de tanto tempo
de palavras e boa amizade...
abs
noticias
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