ALGUNS POEMAS DE ANIBAL BEÇA

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ANIBAL BEÇA · Manaus, AM
11/5/2008 · 112 · 21
 


LEITURA DO POEMA


Anibal Beça ©


para Mano Melo, que sabe como ninguém ler e dizer um poema

“Por sua raridade, a poesia escapa até aos poetas.”

Carlos Drummond de Andrade




Tantas leituras em vôo
para um leitor no seu solo
de pé no chão e de prima
há que se ter asas ávidas.

Desconstruir os estáveis
cânones santificados.
saber ler a descoberta
na sua própria leitura.

Desaprender aulas tolas
sobre como ler poemas
san tolebibs bibelots:
Um desejo mallarmáico.

A poesia se rege
pela dança das palavras
pela música do engenho
pelo sonho das imagens.

Não queira nunca levar
qualquer verso ao pé da letra
mas embarque na magia
transgressora do poeta.

Essa viagem translúcida
flecha com nuvens de sonhos
lambe as águas mais remotas
nos pés de ventos marinhos.

As rimas são bricolages
o metro canto em gaiola
se o alpiste traz as idéias
O canário cantarola.

A poesia é a essência
mais difícil de abraçar
quase sempre passa ao largo
sem visitar o poema.

Então como descobrir
essa entidade de enigma?
Essa bruxa alcandorada?
No caldeirão de andorinhas.

De lá desse tabuleiro
do ninho encrestado à mesa
a pluma branca se empluma
para o azul do céu mais claro.

E libertária se evola
para o vão de mil olhares
para os ouvidos de ouvir
esculpindo a sua fala

Só pousa onde é reclamada
sem firmar um compromisso;
a serventia se escolhe
de acordo ao sentimento.

Bendita chuva de fogo
A chover em muitas línguas
Um santelmo de garoa
Respingando na leitura.

Talvez que o sentimento
entranhável do poema
seja mesmo a emoção
a revelar poesia.

LIMBO

Anibal Beça ©


“Obstipui steteruntque comae et uox faucibus haesit” (III, 19-48
Virgilio



Já tenho à mão os juros recolhidos

rescaldo amargo e salvo do canteiro

na colheita incendiada pelos ritos.



Nada mais resta: a pele, o nevoeiro

dos olhos, a voz vesga, o pé restrito.

As pegadas revoltas lambem beiras



sem mais as eiras de ontem, meus conflitos.

Sereno sigo o ócio no sendeiro

àquele enviesado dos aflitos.



O muito que me viu aventureiro

escapa pelas frestas sem ter visto

ao menos o percurso viageiro



do chão de longo curso dos malditos.

O mar que mora em mim é o carcereiro

mar salgado de amar o amor rendido.



E por amar o mar sou prisioneiro

das causas e das coisas dos proscritos

bandidos renitentes, escudeiros



das sombras e das trevas, não contritos

réus confessos de sonhos traiçoeiros

da paixão derruída nos seus ditos.



O mar que me ficou é estrangeiro

longínquo mar azul mar infinito

rumorejadomardeamorromeiro.



O tal amarantíssimo sabido

no andor de ondas de vôo condoreiro

de romântico aroma sobrescrito.



O longe em longa légua onde levito

no céu dessa memória um estradeiro

de passada apressada e aí inscrito.



Ó oceano atlântico parceiro

que navegaste o corpo desmedido

de náiades sereias sem roteiro



deixa-me águas pacíficas, ruídos

calmos, de nado lasso sem banzeiros

que é falho agora o fôlego do espírito!



O corpo sai da chuva e do braseiro

para atirar-se em neutra arca no limbo

sem ter Caronte ao leme timoneiro.



Minha voz na distância vai perdida

em sussurro. E meus lábios são herdeiros

daquela fala leve dissolvida.



Na lembrança, quem sabe, um som fronteiro

possa enfim me acercar da pausa comedida

em que o silêncio pousa derradeiro.


MOTIVOS

Anibal Beça ©


Por que a poeira da estrada já se faz pálida
Há um rumor clamando urgências.

Por que os olhos da noite já se tornaram glaucos
Há uma esteira iluminando ontens.

Por que as nuvens galopam desenhos do instinto
Há uma foice ceifando minutos.

Por que o presto está prestes a partir na aventura
Há grãos debulhando agoras.

Por que o desejo alimenta a lentidão
Há um pandeiro no ritmo de frevo.

Por que a fala já é rouca no eco das sílabas
Há um discurso rotulando verbos.

Por que a carícia se assola no solo da pele
Há uma partitura sem sons no silêncio da gruta.

Motivos existem circundando mandalas
Mandá-las soar as sete notas sem as pausas
Alimentar os ventos aventureiros
Cantar a canção de embalo da sesta
Preservar a sedução no horário do corpo
Soprar nuvens no céu dos neurônios
Bem assim o pedido para alongar a música.


CONSTATAÇÃO

Anibal Beça ©



Chega um tempo em que as nuvens não te reconhecem.
Não digas nada.
Longe não deslindas um som que te freqüentava.
Não aguces os ouvidos.
Na gruta passam por ti como se te não vissem
Não esfregues os olhos.
Caminhas pela campina e teus pés nada sentem.
Não troques de passo.
A palavra não é mais dita, apenas lida por outrem.
Não fales nada.

No universo transverso desse tempo
Na contramão de versos claudicantes
Ainda restam as mãos para o incêndio das horas.



NÓ

Aníbal Beça ©


Há sempre um nó encordoado
à espera de que alguém o dedilhe.

Para cada marinheiro um acorde
retesado pelos ventos da distância.

Há um sol encurvado nas águas
afogando horizontes longínquos
O viajante sabe quando o cais
sola a melodia do impulso.

A rota não é de fuga, mas de fogo.
aventura de busca sem bússolas.

Nesta noite em que navego lençóis
recostado a um tombadilho de plumas

Falta-me um par de remos, mastro e velas soltas.

Embora a voz remota insista por meu nome.


Manaus 13.09.2007 em mais um aniversário.



TODA PALAVRA

Anibal Beça ©

“Toda palavra guarda uma cilada”
TORQUATO NETO



Toda palavra voa nebulosa
até chegar latente ao nosso chão.
Pousa sem pressa ou prece em mansa prosa
caída chuva breve de verão.

Toda palavra se abre generosa
para abrigar segredos num porão
lá onde sobram sombras sinuosas
levantando a poeira no perdão.

Toda palavra veste-se vistosa
para fazer afagos na paixão
uma pantera em paz porém tinhosa.

Toda palavra enfim é explosão
que o mundo só é mundo por osmose
pois há um outro ser no coração


QUANTUM

Anibal Beça ©


Teu corpo é a minha natureza
onde celebro as horas
em silêncio
tateando o rumor de arrepios.

Minhas mãos galhos ritmados
ventos da ventura
em tua pele
embalando folhas
na ponta dos dedos

Da umidade dos poros
pequenas vertentes afloram
lagos lacrimados de sal
que a minha língua morde.

Sob a fronde do arbusto
a sombra do desejo se abriga
fruta rubra oferecida
paisagem
colhida e recolhida
estremeço por inteiro
e o céu me interroga:

“Quantos grãos da clepsidra? “




A DONZELA DE ZEUS

Anibal Beça ©


Caço um rugido de sol
Odisseu sedento e lasso
alço-me a um mar de ninfas
escarpado
nos ventos de cílios
céleres

Das ondas vejo-a nascida
do botão do olho mais dócil
onde um vitral fundeado
recolhe as velas da nave.

Tomo-lhe a mão
de cambraia

a vestidura de
incógnitas

Desço
suavemente ao dorso
com as mãos cheias de lavas
devolvidas ao vulcão
num jogo de fogo e espelho

Só na brasa dos mamilos
encontro a concha das mãos
suor sereno
arrepio
um mar salgado na boca

Ó Ítaca distante!

A língua se evola lânguida
estilingue em espiral
pedra elástica na praia
tomando de assalto o lago

Por um momento sei-me prancha
e ela um trampolim de pétalas

Na fúria de Poseidon
pousa Penélope




CELEBRAÇÃO
Anibal Beça ©

Ao descer as ravinas do pecado
avena ouvi Chloé de voz cantora
a me chamar a mim e ao meu cajado
para as festas do vinho e da lavoura.

Rogado não me quis acorrentado
velho pastor de ceifas de outras horas.
E do delírio ao sonho acalentado
de novo garanhão me fui embora.

Fiz-me da noite o pégaso arretado
nos ventos sem arreios nem espora
para esse azul de crinas perfumado

pelo cheiro do cio de éguas mouras
vestidas para o gozo apascentado
no breve trino a flauta da pastora.



SONATA PARA IR À LUA

Anibal Beça ©

Desnudo já me dou de mim doendo
na doação das folhas da floresta
que vão caindo sem saber-se sendo
pedaços de nós na noite deserta

A lua imponderável vai ardendo
cúmplice em nossa luz de fogo e festa
Meus braços são dois galhos te dizendo
que o forte às vezes treme em sua aresta

Esta outra face frágil de aparência
que. só aos puros é dado conhecer
no abraço da paixão e sua ardência

Mesmo cego de mim eu pude ver
e sentir no teu beijo a clara essência
que faz do nosso amor raro prazer



AMOR TECENDO O AMOR
A MORTE SENDO O AMOR


Aníbal Beça ©

Quantas vezes subi com a pedra às costas
para depois descer com o mesmo fardo
torneio em que sou alvo do meu dardo
próprio, a sangrar nas távolas de apostas.
Não me sei vencedor. Tampouco guardo
as dores, ou fraturas mais expostas.
Sei que vou quando chego e não me tardo.
Lição que é nascitura e de ocasos
na transversal em curva me celebro
o vencedor, o torto sem atrasos.
Eis aí a certeza derradeira
que chega inevitável sem ter prazos:
vivi todas subidas e descidas
amortecendo o amor sem as feridas

Manhã de inverno, Manaus 22.06.2007

PRIMÍCIAS

Anibal Beça ©

Começo pelo começo
bem calmo nesse arremesso,

e a boa velocidade
vem nos dedos sem alarde.

A pressa que traz desastres
está fora desse catre

e a cama dos seus desejos
é dela e dos meus arpejos.

Música de descoberta
é a que vem tão aberta

que sabe a chave da cela
inventando-se janela.

Sabe soltar essa fera
presa na teia da espera:

breve sopro no pescoço
toque macio no dorso.

As mãos em concha nos seios
colinas do meu passeio

sou cuidadoso alpinista
sei do mamilo a conquista.

A língua meu artefato
se atiça com muito tato

vai do ouvido ao seu regaço
e lúbrica banha o espaço.

O tempo se perde inteiro
num relógio sem ponteiros.

Já o disse certa vez
nas curvas da sensatez.

Os sons que saltam do corpo
úmidos de tanto rogo

se abafam num bafo quente
vapor de tesão fremente.

Há mistérios nas palavras
que nem a memória grava

são do instante a liberdade
que o vulgar vem sem as grades.

É quando desço ao regato
revelando no meu trato

o retrato e seu reflexo
toda a magia do sexo.

E o beijo mais escolhido
pousa nos pêlos tecidos

crespa canção guardiã
do milagre da manhã.

E ligeira se aligeira
a serpente mais rasteira

de língua manemolente
amaciando o presente.



POEMASOCH


Anibal Beça ©


Mesmo que me negues
a umedecida boca
ainda sim te amo

Mesmo que me traias
na espiral do fumo
ainda sim te amo

Mesmo que me subjugues
às pálpebras da noite
ainda sim te amo

Mesmo que me açoites
com teu carinho de relva
ainda sim te amo

Mesmo que me silencies
com tua saliva rubra
ainda sim te amo

Mesmo que me afastes
e mansamente me rejeites
ainda sim te amo
Amo-te assim e ainda
desconcertado fico e te amo
Entre a palavra e o gesto
(no previsível canto da solidão)
resta o ato em que me completo
ferrão de vespa na pele da paixão


SITES DE ANIBAL BEÇA


www.portalamazonia.com/anibal
http://br.geocities.com/abeca552002/CASA.html
http://www.secrel.com.br/jpoesia/abeca.html


Poemas em espanhol:

http://www.letras.s5.com/archivobeca.htm

http://www.poeticas.com.ar/Biblioteca/Poemas_Beca/poemasframe.html



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Marcos Pontes
 

A delicadeza do toque dos dedos no Primícias me encantou.

Marcos Pontes · Eunápolis, BA 8/5/2008 22:03
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ANIBAL BEÇA
 

Marcos, meu caro, obrigado pela visita, pela leitura, e por ter apreendido a delicadeza na carícia dos dedos. Se. vc. gosta de MPB acabo de colocar um pequeno artigo. Vá lá, entre na discussão. OK

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 8/5/2008 22:33
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alcanu
 

Poesia sem transgressão, não é poesia !
Queria dizer isso em latim !
Anibal, fazes jus ao seu nome, aquele que liderava os elefantes, né ?
já viste o tamanho dos poemas, isso é uma overdose, meu caro e bota libertária nisso, imprimirei e os lerei em casa com todo o vagar que merecem, não moro no Amazonas, mas tenho lá os meus recantos, lá pra domingo já devo ter terminado e te dou um parecer mais digno, do que lê-los má e porcamente à luz de um mísero monitor de computer, você certamente merece uma edição mais requintada, nuns papiros egípcios que encomendei do Cairo só com essa nobre finalidade.
Poeta, quando quer ser falso...
Um abraço, mon ami, paulistano mesmo, com muito frio !
Alcanu

alcanu · São Paulo, SP 9/5/2008 22:04
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ANIBAL BEÇA
 

Alcanu querido, essa do papiro foi forte! (rssrsrs). Mas gostei muito de sua visita e de suas sóbrias palavras. Para o incentivo não há idade. Fique vaidoso de vaidade cristã com tanta benevolência. Vou esperar seus comentários em minha rede que mandei buscar com os Ianomamis lá na Reserva Raposa do Sol. Ela é toda trançada em tucum e faz pendant com o caviar que o poeta russo Dimitri Starombitch me enviou...

Abraço com muita pavulagem

PS- vá ler meu artiguinho sobre a nossa MPB

http://www.overmundo.com.br/overblog/a-crise-da-nossa-mpb#c45496

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 9/5/2008 22:27
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Benny Franklin
 

Mestre, Anibal!

A expiação poética que você impõe ao Overmundo,
é digna de ser admirada por toda eternidade.

- Que dizer de um ícone da literatura amazônica
e brasileira?

Boa, Mestre!

Abçs.

Benny Franklin

Benny Franklin · Belém, PA 9/5/2008 23:56
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ANIBAL BEÇA
 

Benny querido, obrigado. Vc. foi quem me trouze para conhecer o OVERMUNDO.

BRAÇO AMAZÔNICO

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 10/5/2008 14:18
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Lili_Beth*
 

Querido Anibal:

Sem papiros, mas com papéis aromatizados (rsrsrs), quero (re)ler-te muito para viajar por labirintos enigmáticos da alma humana. Criador e criatura ficam confundidos nos teus escritos. Ou serão escrituras? rsrsrs
Parabéns!

Beijos_Meus*
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 10/5/2008 15:59
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ANIBAL BEÇA
 

A minha escrita Lilibeth querida, se plasma na escritura da logopéia, fanopéia e melopéia como nos ensinaram os gregos e Pound pela reabilitação do corpus idiossincrático deles.
Como poeta do meu tempo já passei da fase do 'papiro'. Agora estou
'colando' dos que vieram antes de mim, daí a criatura e o criador se confundirem. Colando via transcriação, no pensamento de Braudillard, da obra aberta de Umberto Eco, que não é senão o que está escriturado nos palimpsestos.
No meu ideário poético, nesses tempos ditos 'pós-modernos', tenho aliado à minha criatividade ao pensamento poético dos que freqüentam a minha cabeceira. Seja através de épigrafes ou citações de temas e versos incidentais.
Fico feliz e contente, que os meus poemas sejam recebidos nessa suaescritura do carinho pela escrita aromatizada da ternura. Quando quueira, Libeth querida, entrentar os labirintos enigmáticos, nÃo se olvide: Quero ser o Teseu que a acompanhará... (rsrsrsrs fesceninos!!!).

Beijos muitos e agradecidos


DIDÁTICA

Anibal Beça ©

Queda a palavra não dita
mas bendita pela escrita
fica sem resposta clara
se verde é o grão dessa fala.

Ai força que faz do verso
vôo mágico disperso
aberto por linhas tortas
chave do vento sem portas.

No ofício da solidão
o poeta arruma a alma
espinho e palavra à mão.

E a pluma azul aqui e agora
decifra os signos e as coisas
frágua do tempo e sua hora.


ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 10/5/2008 21:20
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Sônia Brandão
 

Instigante sua poesia.
Gostei principalmente do verso Ainda restam as mãos para o incêndio das horas com sua imagem forte.
Um abraço.

Sônia Brandão · Bauru, SP 10/5/2008 21:55
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Alice Poltronieri
 

Anibal,
Maravilha de poemas...
Muito lindo.
Vou imprimir para reler com calma e guardar.
Beijos e votos

Alice Poltronieri · Porto Velho, RO 10/5/2008 22:54
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Aepan
 

Anibal... São todos especiais.
Airton
Estrela-RS

Aepan · Estrela, RS 11/5/2008 02:33
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Cristiano Melo
 

haja fôlego companheiro....parabéns do cerrado

Cristiano Melo · Brasília, DF 11/5/2008 08:18
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EdimoGinot
 

de fato...
e a gente se perde em devaneios

AMOR TECENDO O AMOR
A MORTE SENDO O AMOR

Destaco esse poema pela força.


Votado merecidamente
Um abraço
EG

EdimoGinot · Curitiba, PR 11/5/2008 10:08
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Lili_Beth*
 

Olá Anibal!

A pa_lavra ben_dita
Está toda contida
Discreta_mente envolvida
nas entre_linhas enternecidas
como o tear de Penélope
...
A resposta clara
só será possível
na inscrição subjetivada
Um a Um na sua (des)construção
...

entrentando os labirintos enigmáticos, não me olvidarei: Seja pois o Teseu que me acompanhará... (rsrsrsrs fesceninos!!!). MUITOS_rsrsrs

Beijos_Meus*
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 11/5/2008 17:41
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Gustavo Adonias
 

Olá, Aníbal

Cá estou, lendo e viajando em seus belos versos, profundos e doces na medida certa, até onde a alma alcança. Difícil dizer um preferido, todos trazem um encanto, cada um à sua maneira.

Parabéns!!! Votadíssimo.

Abraços poéticos

Gustavo Adonias · Salvador, BA 11/5/2008 18:22
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Cherry Blossom
 


Ah não vale!
Foi uma overdose...
Uma chuva poética desencadeando um dilúvio de emoções e sensações.
Depois de tudo que li como irei comentar tua maravilhosa e intensa poesia.
Talvez no meu "não dizer" eu diga... Quando eu ainda me procurava, de ti ainda não sabia, mas em mim já te achava...
Pois muito de ti há em mim.
Tempestades de pétalas, lançadas na mansidão da brisa, vento revolto de palavras, sussurrando gritante poesia...

Difícil comentar...
Beijos paulistas e emocionados na sua linda alma poética.

Cherry Blossom · Dracena, SP 11/5/2008 19:07
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José Carlos Brandão
 

Anibal, Chega um tem em que não se diz mais: Meu Deus. Não diga. No entanto dizemos. Lutar com palavras/ é a luta mais vã,/ entanto lutamos/ mal rompe a manhã.A sua poesia é forte e necessária:Há um rumor clamando urgências. A sua poesia é urgente. Parabéns, um aperto de mão: vamos juntos. Vamos juntos, a vida não nos separe.
Abraços.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 11/5/2008 19:16
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alcanu
 

Anibal, cê não respira, hómi ?
Vai escrever assim, lá numa ilha deserta...
eu tô lendo, nesse fim de semana, foi fogo, não deu pra ler direito, faltou tempo, já tá tudo impresso, mas é uma overdose de texto, mon ami, sei que é seu jeito, mas eu sou meio lento, leio, degluto, degusto, sou meio "gourmet" pra essas coisas, manja, manja que te fabene, sacumé ?
Um abraço paulistano ! te dou notícias,
Alcanu !

alcanu · São Paulo, SP 11/5/2008 23:23
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Sandra Fonseca
 

Descobrí seu portal na internet e me tornei uma leitota àvida, maravilhada. Os sonetos são fantásticos! Está referenciado no meu blog como poesia consagrada.
Abraço grande,
Sandra Fonseca
www.asolidaodasmulherespoetas.blogspot.com

Sandra Fonseca · Belo Horizonte, MG 12/5/2008 09:24
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ANIBAL BEÇA
 

Agradeço a todos, em bloco, pela leitura e palavras generosas ao meu trabalho. Fico contente que tenham gostado. Muito obrigado.

Abraëos amazonicos

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 12/5/2008 12:14
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marilia carboni
 

Anibal...obrigado pela chance de conhecer teu trabalho!! Estou amando cada palavra!!! Mil beijos!!!!

marilia carboni · Londrina, PR 12/5/2008 21:05
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