Ando no fio da navalha
Equilibrando-me na corda bamba
Sobre os estilhaços da vida
Que sangra lá embaixo
Tudo fere
Todos são anjos e feras
Ando pela louca esfera
Em longos instantes vazios
Ante-sala dos momentos agudos
Que perfuram o meu mundo
Cego atirador de facas
Minha mira é uma seta
Entre o fim e o começo
Fogo que arde
E me consome
E some ao fim da lenta combustão
Comunicação com o fundo
De minha alma trapezista
Que se joga
Sem rede de proteção...
Gustavo,
alma trapezista... só o nome já é poético demais
(e a fotografia... como você conseguiu fotografar sua alma?)
Será que nós, que poetamos, temos todos almas de trapezista...
que se jogam sem rede de proteção?
Eu... eu sei que tenho...
eu tenho...
Beijos.
Olá Valéria,
Obrigado mais uma vez pela sua presença.
Com certeza, nós que poetamos, temos almas mais leves e livres, almas de trapezistas e acrobatas, a dar piruetas através do espaço das palavras. Nós sempre estamos a desafiar a gravidade da realidade, chegando ao outro lado quase sempre salvos (embora nem sempre sãos). E quanto maior o desafio poético, melhor (pra que redes de proteção se temos asas)?
Bjs poéticos.
...
Então, voa
meu passarinho
Vai buscar
os seus sonhos
e volta de
manhãzinha
Estou a esperar
:
Vou deixar
a bomba explodir
Só pra poder entrar
na corda bamba
e com você ousar
:
Me atirar
sem rede
de proteção
Belo poema!
Beijos_Meus*
*
Gu,este é um dos seus poemas que mais gosto...desde o título até a última palavra...a última reticências...retrata bem essa nossa alma de poeta que sempre se atira sem medo da queda...pois acredita que tem asas ou que a vida só tem sentido asssim...indo até o fundo de tudo...mesmo que viremos estilhaços...o que importa é se lançar...voar...beber a vida até a última gota...
Parabéns,meu amoreco!!Altos vôos pra gente!!
Vai brilhar!!
Besitos bluezentrapezistas...hehe
Rai..Blue
hehe...consegui ser o número 1 !!!
Boa sorte,meu lindo,seu poema é belíssimo!!
Altos vôos,trapezista de versos místicos!
bjkitas bluezeninmalabarismos...rsrs...
Rai..Blue
Oi Rai, babyblue...
Que bom poder contar com sua presença e carinho sempre. Obrigado, viu?! Que nossos vôos poéticos ultrapassem a cinza estratosfera da realidade!!!
Grande beijo poético
Olá Lili,
Obrigado pela sua presença mais uma vez! Vamos nesse vôo, sem redes de proteção, apenas com as asas da poesia.
Bjs poéticos
Gustavo...
"Comunicação com o fundo
De minha alma trapezista
Que se joga
Sem rede de proteção..."
Lindo demais e voto merecido!
beijos
E.
Olá Enise,
Obrigado pela sua presença! Que bom que tenha gostado da poesia.
Bjs poéticos
Amei tudo, mas principalmente essa parte "Tudo fere
Todos são anjos e feras
Ando pela louca esfera
Em longos instantes vazios
Ante-sala dos momentos agudos"... Perfeito!
beijos
Que perfuram o meu mundo
Olá Tita,
Obrigado pela sua presença! Que bom que tenha gostado.
Bjs poéticos
caro gustavo, assim é a vida do poeta... andar no fio da navalha, equilibrar-se na linha tênue do imponderável, entre sonho e vida real... muito bom o seu poema, estas imagens construídas em cima do onírico, e ao mesmo tempo do real... Todos nós, poetas, somos assim, esta busca insana pelo equilibrio entre a palavra e o objeto que a palavra quer representar... a busca pela palavra perfeita, para representação do nosso real. Parabéns. Voto.
danlima · Brasília, DF 25/3/2008 16:02
Olá dan,
Obrigado pela sua presença!
Nós poetas somos esses sonhadores trapezistas, estamos sempre por um fio, a um passo de escorregarmos da realidade e lançarmo-nos aos braços dos sonhos, sem nenhuma proteção (só nossas asas abertas), nesse imenso picadeiro que é a vida...
Abraços poéticos
Valeu, Gustavo, gostei da tua ousadia de ...viver !
Esse texto passa uma angústia que todos sentimos um pouco em alguma etapa de nossas vidas !
Um abraço !
Alcanu
Olá Alcanu,
Obrigado mais uma vez por sua presença! Que bom que tenha gostado da poesia.
Esse nosso caminhar de poeta, em tênue fio entre a realidade que fere, e as palavras que nos salvam, nos traz muito prazer e ao mesmo tempo tamanha angústia. Nos lançarmos sem rede de proteção, não sabendo o que vamos encontrar "lá embaixo", sempre é um risco e um prazer.
Abraços poéticos
passei aqui e te vi na pirueta. rs. muito boa a sua poesia, Gustavo e principalmente essa consciência de que poeta voa. voto agora que estou saindo, mas volto para apreciar melhor sua poesia. abraço do pai.
Marco Bastos · Salvador, BA 25/3/2008 18:31
Olá, meu pai
Obrigado mais uma vez pela sua presença!
Que possamos sempre voar com as amplas asas da poesia, apesar das nuvens cinzas...
Abraços poéticos
Saudações querido Gustavo !
Circo da vida, malabarismo, acorbacias,palhaços e olha nós de novo, noutro circo...
[:)]
Amei !
Votei, claro !
Olá Pati,
Obrigado pela sua presença!
A vida é mesmo um grande picadeiro de circo. E cabe aos sonhadores (incluindo aí os poetas), um dos mais belos e perigosos números, o do vôo da alma, sem redes de proteção.
Bjs poéticos
Gustavo,
Os teus versos revelam a essência do poeta, que se lança ao mundo
sem reservas, sem proteção, de peito aberto a encarar as cinzas nuvens dos icautos e insensíveis de coração.
Belo poema, linda mensagem, alma trapezista!
Muito bom.
Votadíssimo!!!
Abs
Beto
oi poeta. viver assim, sem proteção, correndo riscos diários é o que é viver no sentido estrito da palavra. A vida em mar calmo é bom numa pescaria. Gosto de correr riscos e risco a minha vida sem obedecer a retas perfeitas mas prefiro as curvas sinuosas e uma visão estreita do que vem pela frente. Este é o risco de viver plena_mente. Lindo poema, votadíssimo. bjs.
Dorita · São Paulo, SP 25/3/2008 23:55
Olá Beto e Dorita,
Obrigado pela presença de vocês!
A essência do poeta (e do ser humano) é se lançar na vida, de peito e asas abertas, abraçar o mundo, correndo os riscos da opção de ser livre, de sonhar, de ser feliz! E que venham as nuvens carregadas e tempestades...
Abraços poéticos
Lindo!
Tb vivo na corda bamba da poesia.
Sem rede de proteção,e ainda fazendo malabarismo.
parabéns poeta,.
Olá clara,
Obrigado pela sua presença! Que bom que gostou da poesia.
Nós poetas vivemos fazendo malabarismos e acrobacias em finíssimo fio, tênue linha entre o real e o sonho. Sem nenhuma rede de proteção. Sempre correndo o risco de um mergulho sem volta, para dentro de nós mesmos.
Bjs poéticos
Muito lindo...
Pouco se tem ainda a comentar, toda alma trapezista sabe q viver é ousar... ousar é ouvir os sentidos... ouvir os sentidos é não se preocupar em saber se existem redes de segurança, é apenas quer ser...
Adorei...
Bijos e votos
Olá Alice,
Obrigado por sua presença! Que bom que gostou da poesia.
Bjs poéticos.
A sua alma meu caro Adonias é uma grande carro de combate. Tudo fere mas a alma é plástica e amoldavel! Somos instrumentos de dor e prazer! Beleza de reflexão! Abraços e votos.
raphaelreys · Montes Claros, MG 27/3/2008 06:58
Olá Raphael,
Muito obrigado pela sua presença mais uma vez!
A mesma alma que fere é geradora de uma beleza infinita e indestrutível, que torna possível ao poeta os mais belos vôos, sempre com a coragem renovada, em loucos mergulhos sem redes de proteção (mas com as asas sempre abertas).
Abraços poéticos
Parabéns, Gustavo.
Mais uma ótima poesia no Banco.
Sobre as asas da poesia e as nuvens cinzentas, pode reparar que as nuvens passam e se alternam, ora cúmulos, ora nimbos e os cirros são alvos e bonitos. Sem essa nuvens o azul do céu que é muito lindo seria muito monótono e não teríamos o fogo dos crepúsculos nem o albor das madrugadas explendorosas.
abraço do pai.
Obrigado, meu pai
Realmente, o céu sem as nuvens seria monótono e bem menos poético,rs.
Abração
Adonias,
Muito boa sua poesia.
O tema escolhido, os versos mantidos, ritmo perfeito.
Bom que descobri navegando entre_poetas
você, Gustavo Adonias!
Beijos e parabens!
Voto com louvor.
Regina
Olá, Regina
Que bom ter a sua presença mais uma vez! Obrigado.
Bjs poéticos
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