Almas
Há almas em vigília,
Que procuram,
Sonham,
Observam os tijolos de temperança,
Há almas que constroem,
De concreto,
O corpo onde bailam,
Onde se esquecem,
Há almas que criam raízes,
Nos asfaltos luzidios,
Semeiam,
E dispensam-se em cacos
( vazios? )
Porque não conseguem,
Regressar ao continente,
Acabam perdendo em conteúdo,
( adormecem na porta da frente...)
Almas e almas existem...
Também aquelas libertas
que não se prendem nem mesmo à carapaça
que as cercam e tentam sufocas...
Essas alcançam o fundo de todas as coisas...
Bastante inspirados, seus versos, Marcão!
Abração!
http://interludios.blogspot.com
Pois é Marcos, como pessoas, as almas tmbém entram nessa diferenciação de almas e almas. E penso ser cada uma, resultado das ações em vida. Mas aqui, são belas metáforas em tua linda poesia.
abçs
As "Almas que adormecem na porta da frente" de certo encontraram as portas fechadas...ou não foram convidadas a entrar!!
Belíssima!
Abraços.
Almas adormecidas, almas em vigília. Belo poema.
Paulo Esdras · Brumado, BA 14/1/2008 12:33Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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