Um lugar parado no tempo
Cheio de lembranças empoeiradas
Avisos em neon piscando lentos
Buracos entranhados feito estradas
Um lugar velho e aconchegante
Cheio de rostos, figuras e lugares
Uma letra antiga de um hit dançante
E um prédio de cinco andares
Uma guitarra jogada num canto qualquer
Tardes com a turma no Bar Beira Rio
O primeiro beijo e a primeira mulher
O primeiro cigarro, o primeiro vício
Um lugar que hoje é só meu
Pessoas que já não reconheço
Às vezes penso que o mundo enlouqueceu
Tudo que lembro é que sempre esqueço
Rangel
Belo o seu poema.
O tema é áspero
pois seremos cobertos de poeira
pelo tempo.
Muito bom
um abraço
Tudo que lembro é que sempre esqueço
Ainda bem, não acha? O poder de esquecer é de poucos. Quem esquece realmente as coisas e vive no presente de fato?
Mas, enfim, o seu poema é muito bem elaborado, pra a gente não esquecer
Contudo, que doença braba é esta? Assistiu ao filme Longe Dela?
Hideraldo Montenegro · Recife, PE 19/9/2008 11:46O tempo nos deixa as lembranças, tudo o mais se desintegra, nos desintegramos, a vida se esvai em conta-gotas... É a ordem natural das coisas...
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 19/9/2008 11:52
Olá Rangel,
antes de ser poético é muito verdadeiro.
Mas, além de poético, nos traz reflexões e lembranças de que essa doença é mesmo triste e acomete milhares de brasileiros.
A minha mãe foi uma de suas vítimas.
Abração
Salve, Edimo!
A pequena distância dessa dor
a faz mais doída.
Eu não fazia idéia...
Abraço Pantaneiro.
Salve, Hideraldo!
Ainda não pude assistir ao filme
embora o tenha na locadora.
Mas sim, se pudessemos esquecer
classificatoriamente, seria interessante...
Abraço Pantaneiro.
Salve, Marcos!
Para os normais essa ordem natural das coisas
é uma dádiva - viver até gastar o pensamento,
o vigor e enfim recostar para relaxar...
Abraço Pantaneiro
Salve, Branca!
Não sabia sobre sua mãe.
Esse mal é cruel para os dois lados,
para quem vai esquecendo
e para quem lembra todo dia
que amanhã será pior...
Lamento.
Abraço Pantaneiro.
Bom poder esquecer, triste não poder se lembrar.
Alzheimer, maldita comedora de memórias, levou, pra sempre, meu pai e suas histórias.
abs
Rangel
As vezes na vida real,
nem sabemos o que é melhor;
lembrar ou esquecer.
Mas esta doença é terrivel,
e mesmo sem ela, com o tempo
nossas lembranças vão-se aos poucos.
reflexivo poema.
bjsssss
Esta poesia é uma covardia com quem tem na memória um lugar antigo onde passou um tempo feliz.
Me vejo nela.
Abs.
Rangel esse esquecimento ´sombra, meu Deus, recentementeestive com um ex chefe meu dos anos 80, inteligentérrimo, pesquisador científico, um homem de bom discurso...ele nao lembrava de nda, embaralhando...estavamos numa festa comemorativa aos 121 anos do Instituto Agronomico, saí de lá arrasada compulsivamente chorei muito , muito...isso é um pecado, um pecado...
Belas linhas as tuas, pois conviver com alguém que a cada dia é um novo e menor dia de lembranças...é trste mesmo...
Ai, Rangel. Achei tão triste teu poema. Ainda não sei se é melhor lembrar ou esquecer...
bjos
Salve, Sonia!
É isso.
Onde andarão as histórias que só teu pai
saberia contar?
Lamento.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Doroni!
Lembrar ou esquecer?
Se fosse questão de opção qualquer dos dois...mas
diante de doença tão dura só resta-nos a dor.
Obrigado pela visita.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Wison!
Obrigado, sempre!
Abraço Pantaneiro.
Salve, Sebastião!
Sim.
Essa doença é uma covardia
e nem os fortes a suportam, sucumbimos todos.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Cintia!
Que ilustração triste ao texto você nos trouxe.
E que o que nos resta não seja apenas chorar
se pensarmos nas pesquisas com células-tronco...
Lamento pelo episódio.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Nydia!
Obrigado pela visita.
Abraço Pantaneiro
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