Amai e amar-te-ão.
Do genérico extrai-se o exclusivo.
Do comum o extrato é a resina da fome do cão.
Ora, é do mundo imundo que o caos faz brotar impurezas convertidas em certezas vãs.
Melancolias mil expressamos quando sós, juntos estamos.
Falsos profetas e líderes medíocres seguimos em nosso passo trôpego com respiração falhante.
Utopias já não nos auxiliam a produzir o que o idiota do religioso chama de fé.
Psicologismos científicos já não nos alimentam em nossas querelas idiossincráticas estapafúrdias e intelectuais...
Pobres de nós... no lago de lama é que bailamos como peixes que comem lodo e colocamos sal... que deixará inertes nossas barbatanas... fazendo-nos colidir "no fundo do poço", com as ostras cheias de pérolas que nem mais olharemos, ocupados com a nossa possível "falência múltipla de órgãos".
É mas ainda temos o futuro... lá nos aguarda tudo o que deu certo, mesmo que isso seja a escuridão, as trevas da cavernosidade obrumbosa da nossa consciência limitada, fria e calculista e ainda por despertar de fato.
As sombras nos libertarão, dirá o profeta em seu messianismo desesperado, pois já nem mais ele acredita.
em coisa alguma.
Sobra-nos nesse momento a "virtuosidade" da internet, da intranet, da polinete da nuvem da miséria da solidão, da morte e da falta de sentido... que sempre permeou nossas escolhas, enquanto nos convencíamos de que com o mundo, a civilização, deus e o humano, tudo estava "pela ordem"...
Hipócrita! Claro aparecerá alguém com um chicote e contra nossa vontade nos enchotará dali... antes que pensemos o que fazer.
Órfãos das sombras dirá o filósofo com um linguajar acadêmico falido ás pressas pois tudo ruiu e ele ocupado já era "pós doutor".
Merda, dirá o artista, pois foi o que sempre viu, entremeio às cores, ás formas estáticas, os sons e tons, os "conteúdos", "as tendências" e as "direções".
Um cientista bêbado cruzará a praça e se atirará de frente em um canto frio, úmido e fedendo a xixi, que qualquer nauseabundo pedinte saberia evitar... lamberá a amônia da urina e pensará que é um elixir... vacinado sairá cambaleante já acreditando novamente em "alguma coisa" e procurará sua mulher e filhos. "Guardados" em sua mansão.
Ora, que besteira escrever ou mesmo ler isso se o sol lá fora, insensível lança suas chamas e pouco se lixa pra nós????
Nem morrer é a solução. Há uma continuidade... do sofrimento, é quase impossível evasão. Quando adolescente, pensava que o sistema fosse "social". Depois ele virou "fundamental", de seres poderosos, ocultos e de energia.
Agora, se não me falha a memória do último pensamento desse fugaz segundo em que tento fruir meus sentimentos confusos teclando desesperadamente na ânsia de alcançar meu próprio ser, penso que o sistema não existe... existe no entanto o amor e esse amor é que dá sustento aos vermes da lama do inferno e aos seres do ar do céu. O que está no meio é a ilusão.
Zemh.
Manhã de inverno, quase lua crescente. 11:00h. Quinta, 4 de agosto de 2011
Publicado também no Pematize-se do Face-book
Há momentos em que fruimos junto às ondas dos sentimentos das outras pessoas. É possível "surfar" nesse "mar de lama"...? Creio que sim. Veja a onda e como me saí...
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