Em busca de atenção e afagos ela seguia
sua vida...
Sempre a ver conspirações e intrigas
não deixando espaço para o sentir.
Como um animalzinho indefeso vivia
a pedir ajuda silenciosamente
com olhares, expressões, frases desconexas,
solitária entre nós...
Sua sede de liberdade cativava,
sempre a querer voar voar
além da lua e do sol... do sol...
Eloqüente e prolixa, cruel e caridosa,
Amarga e lindamente doce.
Olhando perdido dizia:
- Enquanto muitos vêem felicidade,
Vivo no escárnio, nesta eterna pisoteação diabólica,
animalesca, vil e materialista...
Descanse em paz.
Sei que ela não nos deixou para sempre,
que como um pássaro que se recolhe
enquanto a noite não passa ela está
em algum lugar esperando o sol nascer,
e um novo dia começar uma
nova existência onde poderá
voar além da lua e do sol...
uma homenagem a uma pessoa que se foi deixando muitas saudades...
Às vezes é triste ter que homenenagear. Mas a tristeza também tem sua beleza. E esse texto é uma prova disso.
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 23/9/2008 12:23
Belo poema. Nascemos e renascemos a cada dia, pois o sono não passa de uma morte breve.
Circus do Suannes · São Paulo, SP 24/9/2008 16:39
Quem saberia dizer em que lugar voaria com o sol.
camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 29/9/2008 15:12
Emocionante,Monteiro!!
Um vôo ao infinito da alma ...que é livre e busca plenitude...acho que assim era a Amanda...pelo que senti...
Parabéns, pelo gesto e pelo poema tão belo!
beijinhos bluecarinhosos
Blue
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