Ah, em grandes goles tenho te engolido
Ilusão amarga
Tão desmedidos que escorrem
Pelas beiradas de minha boca rasgada...
Ao tocar minha língua
Qual o manjar sublime se me apresenta
De tão doce e tão leve
Porém quando minhas entranhas alcança
Percebo-te então como o pior dos feles
E muito me dói saber nesse instante
Que por mim próprio foste concebida
Como um anseio espasmódico de minha alma
Tão doente, mesquinha e vaidosa
Sempre buscando aquecer-se
Lutando debalde, inquieta e chorosa
Contra essa solitária frialdade...
Melancólico e belo, fez-me lembrar de Alphonsus Guimarães.
Votarei.
beijos
Obrigado, Saramar. Desse jeito fico lisonjeado. Grande abraço e ótimas energias para 2008.
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 19/12/2007 11:17
Belo Poema!
Triste, mas muito bonito!
Abçs.
Olá meu caro conterrâneo, concordo com a saramar.
E te ofereço meus votos e meus parabéns.
Abrços e um feliz natal.
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