Exposta ao espio do meu olhar
Desnuda e vagueando impávida
Aquela mulher alada, estranha
Qual saída de uma nave espacial
Silhueta, sinuosa e esguia
De olhar vago, profundo e tão frio.
Não havia; ouvidos, vagina ou anus
Nos lugares desses sinais... Vazio.
A boca sim, sensual, era destaque,
Destarte dela não parecia fazer parte,
Pois grunhidos, eram suas palavras,
Como sons misteriosos de marte.
Suspeitou num olhar minha presença,
Metamorfoseou-se, sumiu num zás...
Reapareceu rapidamente transformada,
Na heroína do gibi, quando eu menino.
Cabeça de mulher, corpo eqüino,
Com asas prateadas e reluzentes,
Puxou-me para cima do seu dorso,
Num só golpe, forte e de repente.
E voamos, voamos sem destinos,
Talvez em direção a melhor sorte.
Entreguei-me as asas da raptora,
Preparo disfarces pra minha morte.
Arrebatado e arrebatador esse sonho juvenil, poeta José Silveira.
Criativo.
Tema que dá mesmo asas à imaginação.
"E voamos, voamos sem destinos..."
enquanto alados, voaremos, se possível sem destinos, embrenhando nos mistérios da poesia.
Agradeço sua leitura e comentário Poeta.
forte abraço Eloy.
SIlveira
O homem é um eterno caminhante! Busca um encontro com o seu lado mágico! Parabéns caro poeta!
raphaelreys · Montes Claros, MG 24/11/2008 17:51
uma busca incenssantemente mágica, etérea e sobrenatural.
grato. sua presença é importante Poeta.
meu abraço fraterno Raphael
Silveira
Caro poeta Paulo Esdras.
versos um pouco incomuns, mas que deram certos. gostei por ter comentado Poeta.
um abraço fraterno.
SIlveira
Tempo atrás, fazendo um trabalho sobre poesia erótica deparei-me com poema estranhíssimo - Fuga do Centauro -, e nem por isto menos interessante, de Dante Milano.
O reporoduzo abaixo, à partir deste link externo: http://www.jornaldepoesia.jor.br/dante1.html#fuga
Sem estabelecer traço de comparação entre vocês, a sensação do sonho embevecido de sacanagem e gozo me relembrou esta interessante possibilidade de composição.
Criativo e ousado Silveira, gostei mesmo.
gd abç,
camacho
Caro poeta Camacho, as palavras são voláteis, viajam pelo espaço, misturam-se, permutam-se, envolvem-se entre si, sem a interferência da pena do poeta quando soltas.
o poema de Dante Milano, Fuga do centauro, foi editado há 60 anos atrás, ousado para época e continua atualizadíssimo. se me permitir, (sem modéstia) Amazona da metrópole encaixa-se perfeitamente; como a primeira parte ou como o epílogo da obra indicada. fiz a experiência. e sorri bastante. viu, quem acabou estabelendo traços fui eu. sou um irrecuperável.rs
Agradeço a agudez do teu olhar ao meu escrito Poeta.
meu abraço fraterno Camacho. Foi um prazer. lhe farei uma visita.
Silveira
José,
E voamos, voamos sem destinos,
Talvez em direção a melhor sorte.
Entreguei-me as asas da raptora,
Preparo disfarces pra minha morte.
Uma poesia a com a marca de seu inquestionável talento.
Abraços
Falcão, amigo Poeta, feliz e agradecido pela visita e seu incentivador comentário.
meu fraterno abraço.
SIlveira
Poetisa, grato pelo carinho de comentar.
um beijo, afetuoso abraço Graça.
Silveira
Joel,
interessante o poema
denso...
da a impressão de uma amazona poderosa
mas desprovida de sentimentos.
bjs
Bingo!...
sedutora porém sem sentimentos. aos homens; toda paixão até levá-los à morte.
grato pelo carinho de comentar, um beijo e meu afetuoso abraço Doroni.
Silveira
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