AMOR E MEIO
Ai, o amor de sempre...
Os mesmos efeitos colaterais
Os mesmos rompantes tardes
Um foco de incêndio que tudo queimará.
Dor que dói e a gente vê
Nos lugares onde se toca
E até onde não está.
Uma tranqüilidade destruída,
Com os danos correndo em nosso sentido.
Ai, o amor, a esperança de todos
E dos mesmos a desesperança.
Aquilo do que se diz:
Quem planta, mal apanha
Ou leva o que não apanhou
Ou não apanhou o que levou.
Amor, essa confusão,
Um entra e sai, por trás dos bombeiros,
Um posto incendiado
Das bombas ao caixa.
E quem assegura que o amor
Repõe danos, que se está assegurado
Nem quem lucre com seu dissipar
Quando ele se decompõe.
Ai, o amor mal visto sentimento,
Andamento em trocadilho,
A batida dos pratos no apogeu da filarmônica,
Desnecessário, mas que, se não fosse,
Desmembraria a vida corriqueira,
Rumo ao amanhã.
Até amanhã, ilusões, até amanhã.
Decepção, depois se vê!
Desnecessário, mas que, se não fosse,
Desmembraria a vida corriqueira,
Rumo ao amanhã.
Até amanhã, ilusões, até amanhã.
Decepção, depois se vê!
Depois que vem a decepção.. o caos.. as lágrimas.. o romper do Sol e nada mais...
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