Eu, toda enroscada em mim mesma,
Eu, quase cobra,
Em bote de acasalamento,
Repousada no chão frio do banheiro,
Só pele e sentimento
Rondando meu momento.
A febre não cede
E eu tenho sede
E meu corpo dolorosamente
Prossegue no caminho
De flor e espinho
Do desejo.
Eu te vejo,
Eu te almejo,
Eu não te alcanço...?
Eu subo,
Eu desço,
Eu sou Um símbolo,
Eu silêncio,
Eu caio...
E eu, daqui não saio,
Do chão frio
Do meu banheiro.
Eu sei que às vezes
Eu sou bem “down”,
E de cobra eu tenho
Apenas algum veneno...
Mas é que tu me destes
O pedaço mais “Underground"
Do teu mundano coração.
A face mais inerte
Da tua negação.
O tom mais mórbido
Da tua emoção.
A cor mais amarga da tua solidão.
E por isso, desde então,
Eu só nos encontro
Alma em corpo,
Corpo em alma,
Assim, no frio chão
Do meu banheiro-mundo,
Mundo de amor e prisão,
Mundo onde sou
Um veludo nu no chão
Do pedaço mais “Undergroundd”
Do teu universo-coração,
Deste teu imenso, indócil,
Generoso e cruel coração.
Rita,
21out2007
Eu comeria, sem dó nem culpa, umas três barras de chocolate amargo, 75% cacau, sem leite, mas como não po$$o, me satisfaço com uma barra de chocolate qualquer nota mesmo. Até um sonho de valsa tá valendo.
Carência pouca é muita bobagem, Baby.
E estou morrendo de saudades,
de todo Overmundo e do meu amor,
que o o Overmundo inteiro em mim.
"Veludo nu no chão", eu amo seus versos todos
e essas catarses-versos, e essa entrega.
Você é sempre melhor, sempre.
beijos reverentes.
Salve Dora Nascimento Poetisa.
Trabalho muito envolvente.
Náo tem como não lhe admirar a capacidade de criação.
Receba um grande abraço Amigo.
SaraMar
Queria linda e suave,
a catarse-verso é grave
mas tudo o que cabe
dentro deste amor-universo.
Beijos e saudades e carinhos e flores, que hoje eu
estou bonita.
Dorinha, eu é quem tô assim, tronxinha de saudadesssssssssssssss do cê, menina!
Puxa vida! Essa Rita te roubou em sentidos, completamente incandescente e incandescendo corações!
Mas, devolve vc em tão lindas poesias. Como esta em "Amor "Underground, que dá pra sentir os teus sentimentos "febris", ardentes em tanto amor.
É tempo de amar, celebremos então com vc tão e grande momento do AMOR!
Super beijos!
Branca
A Rita está por um fio de um suícidio.
A cena está toda se projetando na minha cabeça.
O que a impede é a esperança em Téo.
Beijos, o amor é lindo, mas pode ser perigoso.
Olá Dora!
O amor é lindo, voccê é linda...
E como disse Graciliano: "Viver é que é perigoso..."
Abçs.
Salve Dora Nascimento.
Voltei por Você e sua obra.
Ambas, pra gente explicar, são uma mistura dePatrícia Galvão com Anita Garibaldi, feminidade e ternura.
Seu trabalho é sempre atraente e contribui paraa formação das pessoas.
Parabéns pelo que tem feito.
Receba um grande avbra
E de cobra eu tenho
Apenas algum veneno...
Lido (lindoooo) gostado, (gostadíssimo) e votado (votadíssimo)!
Flores pra você, Dora @>--
Adriana
Eu gosto tanto desta tua florzinha
que emprestei pra Rita oferecer ao Téo.
É tão inernéticamente delicada...
Eu gosto mesmo, visse?
Um beijíssimo no teu semblantíssimo indefinidíssimo e raro.
lindo teu poema.....lindo memso..me tocou de coração..fiquei com curiosidade sobre o seu banheiro.....até...
Guto Sampaio · Teresina, PI 4/11/2007 01:56
Sua poesia me cala tão eu.
So quem dói sabe o que é a dor.
Beijos.
Olá, Dora. Sou recente no Overmundo e a conheci através do comentário sobre o programa de integração cultural Bahia/Pernambuco sobre o qual deixei lá algumas palavras. Sobre sua poesia, como ali já disse a Saramar, poesia-catarse, um desfilar de idéias fértil e ágil, se não poesia-frevo um "frevilhar". E viva! e voto.
Conheça também meu trabalho: http://www.overmundo.com.br/banco/damas
abraços e até.
Olá, gente, há quanto tempo...
andei sabotada de mim...
invadiram meu jardim,
calaram a minha boca,
me mostraram outra,
e outra, e outra...
e eu nunca mais
voltei á prisão amorosa,
minha dolorasa prisão,
do meu banheiro-mundo,
meu corpo aveuldado e nu
sereniza a dor
usando gotas de alecrin.
semelhante em campos
os dourados lírios
um dia serão tecidos
cobriram corpos
que cobre insanas
e inconseqüntes almas...
e não se dão conta disso
e por isso... e por isso...
O Deus pede, através dos homens
que profanam constamente Seu Nome,
que voltem seus internos olhos
aos lírios que estão no campo...
O meu corpo nu
veludo que nenhum lírio produziu,
se afastou, silenciou, ruiu...
Porque o amor tomou novas formas
e as palavras me livraram da prisão,
e me ocasionaram um silenciar
de quase inocente gratidão.
Não sou mais um veludo nu, no chão.
Obrigada a todos um por um beijado e agraciado com
mais uma poesia da Rita que é um o mais perigo dos meus
Alter-egos.
essa poesa dela, em particular, é a que eu mais gosto.
Tem um monte de errinhos, uns são falhas de dedos apressados,
outros de esquecimento ortográfico, mesmo
Pardon
Ah essa Rita.... que linda!!!...amei seu poema ,Dora!!...adoro poemas assim intensos....hehe...sou tbém intensa...rsrs....me identiqfiquei completamente c a Rita....ehhe...isso e um perigo...haha...será que temos salvação?hehe
Adorei!Votadíssimo!!!
Muito prazer em conhecer vc!
bjks bluezenmísticas
Rai
Hei RaiBlue...
Que bom que você gostou.
A Rita anda um tanto quanto isolada...
foi, talvez temporáriamente, silenciada...
Rita é uma personagem criada a partir de um outro personagem,
que ainda não nasceu, está em fase de gestação, lenta, bem lenta...
A Rita, entrou no mundo uterino do Téo - o tal personagem - e se
apaixonou inadvertidamente, como lhe é de praxe.
é uma longa história que talvez nunca tenha realmente começado, e por isso mesmo, não possa ter fim. É louco, mas a história tem apenas meio.
Meio-termo, sabe?
Entre o real e o imaginário.
E mais, eu sou o que eu escrevo.
Beijo e obrigada pela visita sorridente.
Estou indo te visitar, aos poucos, também...
é tanta gente, né...?
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