Grandes cidades
Amores urbanos
No caos cotidiano
O concreto fere
E forja as relações
Companheiros de individualismo
Vizinhos de solidão
Estamos perdidos
Sonhando com alguém
No meio da multidão
Que complete
Nossos divididos corações
Estilhaços de sonhos
Olhares sem tempo
Tudo é muito rápido
Nesta lenta agonia
Já não olhamos para o lado
Já não damos mais bom dia
Vivemos da aritmética fria
De multiplicar e não dividir
Não damos chance
Para que os outros alcancem
Nossas mentes e corações
No peito vazio
Sentimos frio
Nos aquecemos com ilusões
Cotidianamente...
(Gustavo Adonias)
Querido Gusta,meu lindo....
Pois é, é a pós-modernidade , meu querido...
"Vivemos da aritmética fria
De multiplicar e não dividir"
É ....esse individualismo e materialismo exacerbados nos roubando a afetividade ...a solidariedade...os valores que, de fato ,nos tornam dignos de sermos chamados de humanos....E o que resta?
Máquinas e máscaras...num palco de ilusões...e a vida dramatizada cotidianamente na solidão de pedra...das cidades....
Belíssimo poema,meu querido...vc é um poeta incrível!
Parabéns...super...super!!
mil beijinhos azuisinfinitos...
Rai..blue
Olá, babyblue
Que bom te ver por aqui de novo, abrindo os comentários com chave de ouro! Sua presença é sempre especial.... Obrigado.
Pois é, as grandes metrópoles tão ricas e tão pobres.... Carência de amor, de afetividade, em vez da solidariedade, a solidão concreta, da selva de pedra cinzenta.... O homem cada vez mais sozinho, cercado pelas multidões vazias.... Amor nos tempos de caos, pós-moderno cenário....
Gostei quando você diz: "Máquinas e máscaras...num palco de ilusões...e a vida dramatizada cotidianamente na solidão de pedra...das cidades...."
Que as máscaras caiam, e as máquinas parem, para ver a poesia passar.... Um dia, quem sabe, isso não será mais utopia.... Quem sabe, um dia....
Grande beijo poético n´alma
Abrindo a votação...huhu...consegui....hehe...boa sorte,Gusta!!
Está muito linda sua poesia!!
Que o cenário mude e que a seda do amor possa ser a cortina que se abrirá para outras cenas ...mais humanas e felizes ...nesse palco sombrio da vida moderna....
Mais uma vez ,parabéns,meu querido!!
beijinhos bluezenblues...
Rai...blue
Amargo, real, cru e muito bem escrito...Parabéns, votadíssimo.
Cristiano Melo · Brasília, DF 17/5/2008 21:07
Oi Gustavo...!
Poesia repleta de sensibilidade deixando um grito que ecoa pedindo que nós nos encontremos e nos irmanemos.
Realmente, não conhecemos mais nem os vizinhos da esquerda e da direita de nossa casa.
Meu amigo, aceite meu abraço e minha admiração pelo grande e belo poeta que vc é.
Bjos
Votos.
NESTA NOITE DE SÁBADO, CAI COMO UMA LUVA
AMEI POETA
BJS
Olá, baby
Ter você abrindo a votação é um sinal de boa sorte, com certeza! Obrigado mais uma vez e sempre.
Que novos tempos descortinem-se, mais humanos e solidários. E que o drama humano, possa ter também, cenas de amor e esperança, e seja encenado por todos nós, sem qualquer distinção.
Grande beijo poético n´alma
Olá, Cristiano
Obrigado pela sua presença! Que bom que tenha gostado.
Abraços poéticos
Olá, Alice
Obrigado também pela sua presença especial, mais uma vez!
Que o grito poético que lancei em meu poema, possa ser ouvido nos quatro cantos, e convoque os seres humanos para buscarem-se como irmãos, solidários e amáveis uns com os outros. Só assim, retomaremos a humanidade que vem perdendo-se.
Bjs poéticos
Olá, Dorita
Muito boa a sua presença, mais uma vez! Obrigado. Que bom que gostou.
Que as luzes do amor e solidariedade venham iluminar todas as noites.
Bjs poéticos
belo trabalho gustavo....
votado.
samuel.
Pois é, meu caro Gustavo.
"O vida na cidade grande,
o medo que é grande também,
corrida do cheque coberto,
dinheiro não teve e não tem...
... a força falsa de cartão de crédito,
ao invés de fio de bigode.... "
Zé Geraldo
Oi Gustavo,
Deixo beijos e votos.
Gostei muito do poema.
Bom domingo!
Regina
Uma coisa é fraternidade, outra é amor, e uma outra é amar o amor. Amor não se submete a nenhuma regra ou condição. Também não é passível de generalização. E la nave va...
Quem ama está sempre certo, quem ama o amor está sempre achando que ninguém ama como devia. As cidades podem ou não ser fraternas, acolhedoras e educadas; amoráveis nunca, porque amar é próprio das pessoas e não das cidades.
abração.
É a síndrome da solidão do concreto armado. Como bem relata Raiblue, as metrópoles são palcos de grandes ilusões. Tudo tende a ser muito rápido!
raphaelreys · Montes Claros, MG 18/5/2008 05:32
A cidade fere, mata...mas no meio do concreto achamos muitas vezes o verde que nos faz criar esperanças e amores, esquecer mesmo que por pouco tempo a solidão, o cinza. Mesmo no meio do concreto encontramos pessoas amigas e almas que nos aconlham...
Adorei teu texto...
Beijosssss
Votado
Somos ensinados a temer, ocultar, ou evitar os ERROS. Mas os erros têm um valor inestimável. Antes de tudo, um valor como matéria prima do aprendizado. Se não erramos, provavelmente não chegaremos a fazer nada. * Sthephen Nachmanovitch.
******
Quando tiver um tempinho dê uma olhada.É só clicar:
1 - http://www.overmundo.com.br/banco/nao-existe-arte-so-na-cabeca-1
2 -http://www.overmundo.com.br/banco/vovo-viu-a-criacao-do-universo
se gostar deixe seu comentário e voto. Sou grato. JBConrado
Olá, Samuel
Obrigado mais uma vez pela sua presença! Que bom que tenha gostado.
Abraços poéticos
Olá, Pedro
Obrigado também pela sua presença!
Muito pertinente o trecho de Zé Geraldo. As grandes cidades e "...a força falsa de cartão de crédito".
Abraços poéticos
Olá, Regina
Obrigado mais uma vez, também! Que bom que gostou do poema.
Bjs poéticos e um belo domingo
Olá, meu pai
Obrigado também, pela sua presença constante!
As cidades também são as pessoas que vivem nelas. Não são as cidades que não são amáveis, mas os indivíduos que vivem nelas. As cidades modernas acabam por impor um ritmo tão alucinante às pessoas, que mal há tempo para as amizades e amores.
Abraços poéticos
Olá, Raphel
Obrigado pela sua presença, mais uma vez!
Pois é, nas grandes cidades e na vida moderna, tudo tem a velocidade de um trem bala, arrastando tudo que há pela frente. Quase não há tempo para as amizades e amores. As relações tornam-se meio que descartáveis.
Abraços poéticos
Olá, Maxxima
Obrigado também pela sua presença!
Sim, a cidade de concreto, às vezes, pode nos surpreender, com um verde ou uma flor em meio ao caos cinza. Almas especiais vez ou outra podem aparecer. Mas, na maior parte, as pessoas são como autômatos, seguindo rapidamente rumo a não se sabe onde, para realizar atividades vazias. Mas, a esperança, sempre tende a estar presente, e quem sabe dando forças para mudar a ordem das coisas.
Bjs poéticos
Gustavo, o aquecimento global não derrete o gelo que instalou nos corações...
victorvapf · Belo Horizonte, MG 18/5/2008 13:13
Olá, Ayruman
Obrigado pela sua presença e pela citação!
Sim, depois irei dar uma olhada em seus escritos.
Abraços poéticos
Olá, Victor
Mais uma vez, obrigado pela presença!
Pois é, não há calor que consiga degelar o ser humano...
Abraços poéticos
Estou aqui, defendendo a causa da poesia, perplexa palavra inconveniente
votado, quatro pontos loucos no prazer da noite par tida.
Ei, colé seu orkut cara?
Olá, Thiers
Obrigado também pela sua presença, mais uma vez!
Você me encontrará no orkut de Rai.
Abraços poéticos
Mas...filho dá um trabalho!...rsrs.
http://www.youtube.com/watch?v=7-TvgR8Q0bY
http://www.youtube.com/watch?v=0zukplkZmsA
Oh! Gustavo, amor não espera tempo bom...
abraço.
do pai.
Querido Gustavo:
Tempos modernos!
Beijos_Meus*
*
VO(L)TADO!!!
E fazer o que ?
Além de me deliciar com poesia como a sua e sonhar isso alivia a angústia de não ter tudo que se quer...
gustavo, cheguei atrasado, mas ainda assim deixo-lhe minha visita e mieus comentários: o amor é importante,m sempre, buscá-lo tem que ser nossa meta, mesmo em meio ao caos brilha uma estrela, mesmo em meio ao lodo nasce um lírio, uma flor de lótus sempre estará a florecer nas madrugadas... o mundo moeerno está estraçalhando as relações humanas, o amor acaba sendo uma coisa minúscula, escondida lá no fundso dos corações, pois ficou antigo falar dele... é paia, como diz de hoje. Mas n o fundo, penso que o amor, até no seu sentido mais amplo ( conhece as palavras do apóstolo Paulo sobre o amor, em suas cartas aos corintios?) acabará triunfando. Parabéns, amigo!
danlima · Brasília, DF 18/5/2008 20:57
Amor & caos, esses dois vivem se entrelaçando !
Alcanu
Olá, meu pai
Obrigado pelo contraponto e pelos vídeos....
Abração
Olá, Lili
Obrigado mais uma vez, pela sua presença!
São os tempos modernos e suas incertezas....
Bjs poéticos
Olá, Pati
Bom ver-lhe por aqui, sempre! Obrigado.
Bjs poéticos
Olá, Dan
Obrigado também, pela sua constante presença!
Sim, as estrelas e lírios sempre florescerão, ainda que digam que não, ainda que cobertos pela poluição, o amor (em todas as suas conotações) há sempre que brilhar, além do caos do concreto....
Abraços poéticos
Olá, Alcanu
Obrigado pela sua presença, mais uma vez!
Amor e caos, elementos que se opõem e se complementam.
Abraços poéticos
Gustavo.
Se não podemos mais colocar ordem no caos cotidiano é hora de tornarmos mais pessoais as relações cada vez mais impessoais.
Contundente a sua poesia.
Grande abraço.
"Nos aquecemos com ilusões..."
Ceio que nunca li algo tão certeiro, ainda mais, dentro de um poema que escancara nossas solidões concretas, de concretas paredes que criamos em torno de nós.
E ainda nos julgamos modernos!
Gostei muito.
beijos
Olá Gustavo, poesia que retrata bem o "caos" nos relacionamentos urbanos....
Mas o coração sempre dá um jeitinho prá ultrapassar os congestionamentos
Linda poesia...beijos
Olá, Wander
Obrigado pela sua presença, mais uma vez !
Sim, do jeito que a coisa vai, ordenar não se mostra mais possível, mas transformar a qualidade das relações humanas é um dos caminhos para se combater o vazio cotidiano nas cidades modernas.
Abraços poéticos.
Olá, Saramar
Bom ver-lhe por aqui, mais uma vez! Obrigado, e que bom que tenha gostado.
Pois é, vivemos em um mundo cada vez mais cercado de muros, que nós mesmos erguemos para nos proteger da vida lá fora. Somos prisioneiros de nós mesmos, do nosso individualismo. Nossa sociedade soma todos os pequenos individualismos, gerando uma enorme solidão, no concreto das cidades.
Bjs poéticos.
Olá, Célia
Obrigado pela constante presença ! E que bom que tenha gostado.
Sim, o caos de concreto do cotidiano invade os relacionamentos, mas a alma e o coração sabem bem que armas usar para vencê-lo: o amor, a amizade, a solidariedade...
Bjs poéticos
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!