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ANA C. , "DESPE-TE DOS RUÍDOS"
A estrutura inacabada
Talvez a verdade dos fatos
Não dos olhos, spots
Da construção oca
Do salto alto
Na contramão
No vácuo do um
Quase dois
tea for two
Escorre o assassino
Eu,
Vivo nas cabeças
de Madame Tussaud
Derreto solidões
Esculpo saudades
Roberto ainda geme
Nas curvas da Bahia
Tortas vias
Veias secas
Fingidas
Mãos com Luva
De Pelica?
O todo da vida
Não de mim
Dos que li
Nem conheci
Mentiras
No risco neon
Do tempo Blue
De mim?
Só a obra fantasma
Dos meus eus.
“Despe-te dos ruídos”
Quantos?
Dois? Tantos?
Ah! Esqueci.
Cintia Thomé
1984
tags: São Paulo SP poesia cintia-thome ana-cristina-cesar-cintia-thome -ana-c-cintia-thome ana-c-cintia-thome olhos-de-folha-minha olhos-de-folha-cintia-thome olhos-de-folha-minha-cintia-thome poema a-teus-pes-ana-cristina-cesar luva-de-pelica-ana-cristina-cesar poema-cintia-thome blue-cintia-thome spots-cintia-thome amor-cintia dia-da-mulher-prenda dia-da-mulher-cintia-thome dia-da-mulher textos-literatura
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informações |
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| Autoria |
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........Cintia Thomé |
| Ficha Técnica |
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.....Quem foi a mulher Ana C. - Ana Cristina Cesar
Expoente da chamada poesia marginal dos anos 70, a poeta carioca Ana Cristina Cesar (1952-1983) tornou-se conhecida em escala nacional depois de figurar na antologia 26 Poetas Hoje, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, em 1976.
Ana Cristina viveu mais de uma vez, viajou pelo mundo, estudou literatura e cinema, publicou poesia em edições independentes.
Escritora compulsiva produzia poemas, cartas, artigos para jornais e revistas, traduções, ensaios. Entre os principais títulos deixados por Ana C., encontram-se A Teus Pés, Inéditos e Dispersos, e Crítica e Tradução.
Ana C. suicidou-se em outubro de 1983, aos 31 anos.
Referências:
Poema "Casablanca" (Roberto Carlos a gemer nas curvas da Bahia... O cheiro inebriante dos cabelos na fila em frente no cinema...)
Poema "Despe-te dos Ruídos" (Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e dos restos do dia...),
"Fama e Fortuna" (no Madame Tussaud o assassino esculpia as vítimas em cera...),
"Luvas de Pelica" (título do livro da autora)e algumas palavras que Ana Cristina usava em seus versos.
Acreditava que a poesia não traduzia os próprios sentimentos do poeta, mas sim do que leu, pois escrever de si já não era a verdade, era a soma.
...À Escritora ANA C., ANA CRISTINA CESAR - Dia da Mulher 08/03
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21/2/2008 |
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Sabe, Cintia, eu também escrevi um poema para Ana C. Chama-se Lágrima e está em meu antigo blog. Desde que li sua história e seus poemas fiquei fascinada. Parabéns pela homenagem! Bjs
ana wagner · Porto Alegre (RS) · 19/2/2008 20:26
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Sensacional minha querida amiga Cintia. Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno.
carlos magno · Rio de Janeiro (RJ) · 19/2/2008 21:17
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Se pudéssemos nos despir dos ruídos e dos restos do dia...
Por incrível que pareça, alguns conseguem. Eu não.
Tão lindos os poemas de Ana Cristina...
Bela lembrança, Cíntia.
bj.
Nydia Bonetti · Campinas (SP) · 19/2/2008 22:02
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Que linda homenagem feita à todas as mulheres e principalmente à ANA!!!!
Parabéns!!!
Mil beijos...
marilia carboni · Londrina (PR) · 19/2/2008 21:24 alerta
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 19/2/2008 22:36
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Parabéns Cíntia, linda homenagem!
Beijos
Branca Pires · Aracaju (SE) · 20/2/2008 01:20
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Ai, que dor, Cintia.
Que amor de louvor pra Ana. Bacana.
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Eu em extâse,
Tu gentil,
Ela bela,
Nós um mês antes de abril,
[já no oitavo dia, seremos o que mais conquista a paz sob aquele singelo convite]
amai-Vos!.
Eles e Elas que não duvidem.
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 20/2/2008 11:08
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Cóntia,
Muito bom poema e bela lembrança
a poeta Ana Cristina Cesar.
Parabens!
Beijos,
Regina
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 20/2/2008 12:34
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Maravilhoso!
Mell Glitter · São Paulo (SP) · 20/2/2008 14:38
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Cintia Thome · São Paulo (SP) ·
Um bem pra todo mundo conhecer.
Doçura e beleza pra todo mundo desfrutar.
Parabéns pela grande Contribuição Cultural.
Abração Amigo.
azuirfilho · Campinas (SP) · 20/2/2008 18:20
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Sugestão!Imagina!Vc é uma poetisa completa!Parabéns!Voltarei quando estiver em votação!
Mell Glitter · São Paulo (SP) · 20/2/2008 14:38
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lindo poema........belo....
Guto Sampaio · Teresina (PI) · 20/2/2008 14:59 alerta
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 20/2/2008 20:08
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Que beleza !
Obrigada por dividir !!!
Patipetista · Santo André (SP) · 20/2/2008 21:13
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Surpreendente...!
Fátima Ricci · Poços de Caldas (MG) · 20/2/2008 22:51
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"Derreto solidões, esculpo saudades", muito lindo isso, bem como toda a poesia. Vou vo(l)tar. Grande abraço.
Eduardo de Oliveira · Teresina (PI) · 21/2/2008 10:01
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Votadíssima!
bjs
Branca Pires · Aracaju (SE) · 21/2/2008 12:01
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Só por falar de Ana C. já teria o voto garantido, mas como de praxe a poesia é ótima. Eu só não concordo com a alcunha de poesia "marginal", mas não nos prendamos à esse detalhe. Viva a poesia alternativa da geração mimeógrafo!
Sérgio Filho · Brasília (DF) · 21/2/2008 12:54
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Olá Cíntia,
Vo(l)to pela bela poesia.
Mais uma vez parabens!
Regina
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 21/2/2008 13:01
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oi... descobri Ana Cristina há pouco tempo, legal esta homenagem e torna-la ainda mais conhecida... uma poesia que corta a carne. Lindas (vc e ela)... abraços
analuizadapenha · Natal (RN) · 21/2/2008 13:36
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oi... descobri Ana Cristina há pouco tempo, legal esta homenagem em torna-la ainda mais conhecida... uma poesia que corta a carne. Lindas (vc e ela)... abraços
analuizadapenha · Natal (RN) · 21/2/2008 13:37
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Cíntia,
linda homenagem e bela oferta a nós1
abçs de betha.
BETHA · Carnaíba (PE) · 21/2/2008 13:43
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Fantástico poema! referência a esta mui louca poeta que não suportiu as veredas pesadas e intensas do seu eu.
Bacana Cíntia deslizas pelo poema divinamente.
soninha porto · Porto Alegre (RS) · 21/2/2008 13:46
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Votadíssimo, Cíntia!
Beijos!
ana wagner · Porto Alegre (RS) · 21/2/2008 14:21
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Sereia, é tremendo, é tremendo...
bjo.
Sérgio Franck · Belo Horizonte (MG) · 21/2/2008 15:52
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Na cabeça ôca da estátua de cera a solidão das linhas curvas da magia baiana em azul. Beleza de voto minha cara Cíntia.
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 21/2/2008 16:08
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Genial! Parabéns! Bravos.
Erode Lino Leite · Campo Grande (MS) · 21/2/2008 17:48
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Cintia,
Há algum tempo li algo a respeito de Ana Cristina, muito pouco na verdade, e gostei da forma como você escreveu sobre ela. É certamente a melhor forma de lembrar um(a) poeta.
Beijos,
Zezito de Oliveira · Aracaju (SE) · 21/2/2008 20:24
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Belo homenagem!
- Resgate de uma flor.
Boa, Flor!
Benny Franklin · Belém (PA) · 21/2/2008 20:38
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Mal consigo acompanhá-la.
Sintonia, como sempre, ontem me lembrei de Ana ao escrever sobre mulheres.
Nestas curvas, poeta, os gemidos perseveram, para o bem ou para o mal.
belo, belo!
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 21/2/2008 21:02
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Cintya, oiiiiiiii!!!
Creio que com essa homenagem vc nos coloca em dia com Ana. Ela agora será eternamente lembrada aqui.
Bjs
Lígia Saavedra · Ananindeua (PA) · 21/2/2008 21:31
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A sua poesia é viva e a homenagem é grandiosa!
bjs.
W@nder · Rio de Janeiro (RJ) · 21/2/2008 21:40
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Gostei muito viu? Versos de estilo.
FILIPE MAMEDE · Natal (RN) · 22/2/2008 10:07
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ótima poesia e a mulher maravilhosa.
votei.
beijos.
Marco Bastos · Salvador (BA) · 22/2/2008 10:29
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ana e anas, aplausos. votadissimo
Cecilia de Paiva · Campo Grande (MS) · 22/2/2008 11:22
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Estou aqui de dedinhos cruzados...torcendo por ti !!!
Mil beijos !!!!
marilia carboni · Londrina (PR) · 22/2/2008 14:47
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Bela homenagem a Ana Cristina César!!
Um abraço, Luciana
Lu&Arte · Porto Alegre (RS) · 22/2/2008 15:04
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Cintia,... como sempre lindo e perfeito.
Mergulhei nessa frase de Cristina... "já não era a verdade, era a soma". É mesmo o que fazemos dia à após dia... contabilizamos nossa existência. Parabéns querida!
Votadíssimo! Bjus
Rita Costa · Rio de Janeiro (RJ) · 22/2/2008 21:48
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Cintia Thome · São Paulo (SP) ·
Um Trabalho muito bem feito.
Um Tema Muito feliz da História.Memória e a Justiça no reconhecimento.
Ana Cristina Cesar,
Poetisa Carioca cheia de amor e inspiração.
Singrando nosso pensamento.
No respeito da nossa canção.
Um Trabalho de Honra.
Muita Beleza e dignidade.
Todo merecimento.
Fortalecendo 08-03-2008 .
Salve o DIA DA MULHER.
azuirfilho · Campinas (SP) · 22/2/2008 23:33
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Olha o voto aí, amiga Cintia.
Beijos.
Carlos Magno.
carlos magno · Rio de Janeiro (RJ) · 23/2/2008 00:27
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Cintia, bela homenagem, deposito meu voto amiga, beijos
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 23/2/2008 12:49
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AMIGA CINTIA
Você escreveu a intensidade da vida de Ana Cristina!
Tantas “Anas” e “Cristinas”...
Poetas! Vidas após! Pós-arte! Arte-vida!
Valeu?
Sim: valeu! A arte agradece!
A poesia relembra “Ana Cristina”.
Parabéns!
Beijos!
Lailton Araújo
LAILTON ARAÚJO · São Paulo (SP) · 23/2/2008 13:18
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Cíntia, aqui vai minha saudade de Ana Cristina:
Odeio ter sido quadriculada. Não quero Arnaldo Baptista saltando de janelas. Boca seca da ressaca. Saudade de réguas e estojos divertidos. Nem tenho mais estojo. Até isso a vida de gente grande nos tira: os estojos. Palavra feia. Vontade de tomar um café bem forte com Foucault. Não gosto dessa biblioteca. Não parece biblioteca, é barulhenta e clara. Começou a chover. Não trouxe minha sombrinha azul com bolinhas brancas. Loser tomar chuva de ressaca. Loser ter um bandaid no pulso. O cheiro do detergente do balde da moça que limpa a biblioteca me enjoa. O que eu vou fazer? Chiliques epistemológicos. Vontade de tomar coca-cola de garrafinha de vidro com Foucault. Medo dos trovões. Isso não é um poema. Amo comprar saias em brechós. Amo comprar saias. Não posso ir para Porto Alegre. Preciso! Péssima construção frasal. Remeta-me. Não sou Ana Cristina. Lembro Ana Cristina branca, vestido branco, em um quarto branco, manhã branca. Eu era uma menininha de vestido colorido, bem bem bem colorido. Vamos fazer terrorismo de linguagem, meu amor? Amor cor de uva.
Bethânia Zanatta · Santa Maria (RS) · 24/2/2008 22:57
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Olá Cintia.
Parabéns pela homenagem à Poeta Ana Cristina e à poesia brasileira.
Bjs.
Robert Portoquá · São Paulo (SP) · 28/2/2008 15:22
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Cíntia,
eu não conheci Ana Cristina César pessoalmente. Mas, até hoje, sou muito amigo do seu irmão, Flávio Lenz César, jornalista com quem trabalhei numa ONG chamada ISER e no Jornal do Brasil e que hoje edita o Beijo da Rua, um jornal que defende e promove a cidadania e os direitos civis das prostitutas e cujo nome eu me orgulho de ter sido o autor. Ana C., como era conhecida, teria orgulho do seu irmão, tanto quanto ele tinha dela e eu, de ambos. Ela era feminista, mas nunca se vinculou ideologicamente a nada.
Na minha avaliação, como tantos outros brasileiros, Ana C. foi uma vítima involuntária da angústia político-existencial que nos acometeu durante os anos de chumbo da ditadura militar. Ela era linda, inteligente e angustiada quando, talvez naquele sábado 29 de outubro de 1983, tenha escrito um de seus mais bonitos poemas, antes de saltar da janela do apartamento para os braços de Thánatos: “Olho muito tempo o corpo de um poema/até perder de vista o que não seja corpo/e sentir separado dentre os dentes/um filete de sangue nas gengivas” (Olho muito tempo..., em Os cem melhores poemas brasileiros do século, seleção de Ítalo Moriconi, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2001). Ana tinha apenas 31 anos quando morreu.
Parabéns pela homenagem e pelo poema, tão sensíveis e delicados, quanto merecidos.
Beijos
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro (RJ) · 10/3/2008 16:53
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Eita Nivaldo, assim eu choro de novo duas perdas enormes de tanta importância e significados.
E, veja só Cintia, se tivesse eu combinado com o amigo Nivaldo nem seria tão adequado e justo: quem vai nos apresentar, reapresentar, descobrir, desvelar, Anas Ces outras, assim como aqueles baianos, assim como tu mesma que te reiventas em adeuses paulistanos premonitórios?
Quem?
Inda bem, acredita porque é do coração que falo, que nada combinamos... apenas sintonizamos de algum modo a energia que está no nosso ar.
Sabes então porque te amamos, como Ize diz de Walter Benjamin, que a história lembrada ajuda a acertar o futuro.
Se não é isso, pelo menos foi o que entendi do que se vem dizendo sobre as remembranças.
Terno abraço, guria.
Agradecido pela deixa, Nivaldo amigo.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 10/3/2008 18:29
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Que bela homenagem à poeta maravilhosa, Ana C.!!
Poema intenso, e ,como a própria Ana falou, uma soma de seus vários poemas lidos pela poeta Cíntia, muito ao estilo Ana C., brilhante!!!
Destaco:
"O todo da vida
Não de mim
Dos que li
Nem conheci
Mentiras
No risco neon
Do tempo Blue
De mim?
Só a obra fantasma
Dos meus eus."
Perfeito!
besijos blue
Rai...blue
Raiblue · Salvador (BA) · 1/4/2008 19:22
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Cíntia querida, vc. apreendeu da leitura de Ana C. o que ela mesma pregava: "Minha poesia não vem só de mim, mas da soma do que li". Talvez seja a mais simples tradução para aquilo que os 'estudiosos' rotularam de pós-modernismo. A trans-criação em re-leitura, as citações de outras personagens literárias. Foi o que senti em seu poema. Parabéns!
Beijos
ANIBAL BEÇA · Manaus (AM) · 16/6/2008 09:59
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...aqui sons rompem o silêncio.
Aplausos pra ti quebram a monotonia desse dia e a esse encontro dou o nome de "encanto". Delícia esse poema.
Grande e deliciosa louca Ana Cristina Cesar que me veio a relembrar as poesias dos anos 70 e sua musicalidade underground in melódica.
________________________________
"Acreditei que se amasse de novo
esqueceria outros
pelo menos três ou quatro rostos que amei
Num delírio de arquivística
organizei a memória em alfabetos
como quem conta carneiros e amansa
no entanto flanco aberto não esqueço
e amo em ti os outros rostos"
_____________________________________Viva Ana C. Cesar
...só a obra fantasma
Dos meus eus.
________________Viva Cintia Thomé
Jurandir Barbosa · Montes Claros (MG) · 18/6/2008 09:25
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Nossa... tudo isso e tudo nada... que lindo... Ana C. rs... adoro... assim como Silvia P. rs... e agora - Cintia T.
parabéns... realmente esse é um mundo de poetas!
Flávio Mello · São Paulo (SP) · 18/7/2008 12:05
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