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Angelo Agostini e seu “Zé Caipora” (HQ) entre a Corte e a República

Angelo Agostini - 1883.
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Carlos Hollanda · Rio de Janeiro, RJ
4/11/2006 · 134 · 12
 

Artigo publicado em setembro de 2006, na revista "História, imagem e narrativas", com breve análise da arte seqüencial (HQ's) de Angelo Agostini nas histórias de seu personagem “Zé Caipora”, que figurou nas páginas centrais da “Revista Ilustrada” entre 1883 e 1888. A publicação, entre outras que formavam o conjunto da Imprensa Ilustrada e da “Imprensa de Combate”, tecia críticas à política e à sociedade com suas matérias, charges e caricaturas. Agostini com a série supracitada, entre vários outros de seus trabalhos em arte seqüencial, ironizava os costumes, sobretudo os da Corte no último quartel do século XIX. Além de os quadrinhos do artista terem sido uma opção de lazer, eles foram, tanto quanto as charges e caricaturas da época, um recurso dos mais importantes para formar opiniões e para sugerir com imagens um modelo ideológico republicano, abolicionista e liberal a seu público: o leitor e o analfabeto. Este trabalho tem como referência diversas páginas da “Revista Ilustrada” obtidas no acervo de periódicos da Biblioteca Nacional.

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Autoria
Carlos Hollanda
Ficha técnica
Carlos Hollanda - mestrando em História Comparada - PPGHC - Programa de Pós-Graduação em História Comparada - UFRJ

História Comparada das Formas Narrativas
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arlindo fernandez
 

Grande Hollanda!
Vc estava desaparecido...
Hollanda, vc gosta de quadrinhos? (já andei fazendo alguma coisa com Rogerio Campos em SP). Naquela época ele tinha um banda chamada "Crime" --gravamos um disco pela Warner. Recordo com saudades dos HQs. e minha banda de rock!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vou ler teu artigo.
Saudações Pantaneiras.
af.

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 2/11/2006 13:04
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Carlos Hollanda
 

Grande Arlindo! Ando enrolado com uma trabalheira enorme, mas estimulante, por isso tem sido difícil aparecer, mas vou levando.

Sou um fã incondicional de quadrinhos e de toda aquela galera talentosa das HQ's de Sampa. Venho pesquisando os quadrinhos há um tempão e desde a faculdade venho produzindo trabalhos a respeito - no mestrado disserto sobre a propaganda norte-americana durante o período de 1936 a 1946, usando como fonte principal os quadrinhos do Príncipe Valente. Outros personagens e autores também fazem parte da pesquisa. Lá na mesma revista que indico no artigo tem outros dois artigos meus que tem sido muito lidos, sobretudo o "Mil faces do herói".

Que legal! também tive alguns conjuntos. Só não cheguei a ir muito longe. Eu era vocalista e acompanhava o pessoal com violão, guitarra e craviola. Tocamos em vários bares em São Paulo.
Abração!!!!

Carlos Hollanda · Rio de Janeiro, RJ 2/11/2006 14:00
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arlindo fernandez
 

Anos 80
Que bacana,São Paulo -minha cidade.O "crime",nome da banda, tocava no Perdidos na Noite -FSilva.
Eu fazia pintura em óleo e escrevia histórias em quadrinhos que nunca foram publicadas (Os editores compravam as histórias da Europa que eram muito mais baratas).Depois fui trabalhar no Mauricio de Sousa (Black,White &Color) onde trabalhei com animação --desenhos sem computador.
Boa época,porém poucas oportunidades.
Acabei me atolando aqui no pantanal, acho que vou ficando por aqui mesmo.Tenho algum trabalho para cinema.Estou no aguardo.
abraços

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 2/11/2006 15:41
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Carlos Hollanda
 

Minha banda (era um trio chamado "Faceless") era dos anos 90. Tocamos no já extinto bar "Marselha", em Pinheiros, e em alguns botecos na Casa Verde. E eu retornei ao Rio em 99 (onde, quando adolescente, toquei em bandas de Heavy Metal...). Desde então venho colaborando com a Ediouro, com passatempos e ilustrações. Dá pra matar um pouquinho da vontade de desenhar. O Pantanal é um puta estímulo pro imaginário e fantasias folclóricas, ótimo para inspirar escritores e artistas, mesmo quando se está numa cidade desenvolvida como Campo Grande, não? E o campo de trabalho pra doidos como nós? Como é aí?

Carlos Hollanda · Rio de Janeiro, RJ 2/11/2006 15:53
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Carlos Hollanda
 

Minha banda (era um trio chamado "Faceless") era dos anos 90. Tocamos no já extinto bar "Marselha", em Pinheiros, e em alguns botecos na Casa Verde. E eu retornei ao Rio em 99 (onde, quando adolescente, toquei em bandas de Heavy Metal...). Desde então venho colaborando com a Ediouro, com passatempos e ilustrações. Dá pra matar um pouquinho da vontade de desenhar. O Pantanal é um puta estímulo pro imaginário e fantasias folclóricas, ótimo para inspirar escritores e artistas, mesmo quando se está numa cidade desenvolvida como Campo Grande, não? E o campo de trabalho pra doidos como nós? Como é aí?

Carlos Hollanda · Rio de Janeiro, RJ 2/11/2006 15:54
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arlindo fernandez
 

bordô
Céu em lilás no fim da tarde,cheio de aves -araras -tucanos -bem-te-vis - marrecos e sabiás laranjeiras...Tem também muito "mato" e algumas árvores. Posso até afirmar que tem moças bonitas. Mas "trabalho" não tem. Aqui é terrível quanto a trabalho!
Eu trabalhei como diretor comercial de um jornal diário.Depois abri a OUTUBRO, era uma agência de públicidade -encerrei faz um ano.Trabalhei até estes dias como diretor da Radio Educativo. Sai ,fiz um documentário para o Poeta Manoel de Barros ("O poeta é um ente que lambe as palavras e se alucina") e no momento tenho 3 roteiros concorrendo a "verbas" para realização (longa-metragem).
Tenho um parceiro de música - Geraldo Espíndola, vc conhece?
Vc poderá ouvir nossas canções.Estão aí.
abraços

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 2/11/2006 16:20
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arlindo fernandez
 

Sabiá
ou melho sabiás e laranjeiras.Também Sabia-laranjeira

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 2/11/2006 16:22
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Saulo Frauches
 

Tô em basbacado aqui. Pelo registro históico, pela curiosidade, pelo traço caprichado.

Saulo Frauches · Rio de Janeiro, RJ 3/11/2006 18:04
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Helena Aragão
 

Hollanda, que coisa linda essa revista. Obrigada por nos fazer conhecer. Seria sensacional se todos os pesquisadores que estudam publicações antigas reproduzissem elas em sites como o Overmundo!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 3/11/2006 18:05
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Carlos Hollanda
 

Oi, Saulo, fico tão embasbacado quanto você: o Agostini era um artista genial e alguém com um tremendo tino editorial numa época em que no Brasil (final do século XIX) a imprensa engatinhava. O uso da litografia permitiu a vários artistas (entre eles também o português Rafael Bordalo Pinheiro) pintarem e bordarem com as críticas visuais aos costumes e à política. E o danado do Agostini fazia tudo à mão, rapidinho, pra ser publicado na semana seguinte.

Carlos Hollanda · Rio de Janeiro, RJ 3/11/2006 18:48
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Carlos Hollanda
 

Oi, Helena, meus sinceros agradecimentos por suas palavras de incentivo. A revista, filhote deste editor coruja, tem feito sucesso no meio acadêmico e fora dele. Tomara que você também goste dos outros artigos sobre quadrinhos. E pode deixar que estou anotando em meu caderninho sua preciosa dica: sempre colocarei alguma coisa interessante de lá aqui.

Carlos Hollanda · Rio de Janeiro, RJ 3/11/2006 18:52
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aleph
 

Parabéns, Carlos, beleza o seu trabalho.

aleph · Rio de Janeiro, RJ 19/11/2006 17:58
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