I
Inflamados pelo imo do remorso
os resíduos de mim alçam vôo cego
a antros (luminescentes) vesperais:
Imantam a antítese de cada ruflar
de suas asas partidas.
II
Silvos seculares
desviam o decurso do óbito
e nada pode detê-los que,
em velocidade cruzeiro,
descubram em si mesmos
a ojeriza da genuflexão.
Seus gládios de argila e blecaute
e sua trajetória de ida nua
a qualquer inalterabilidade civil
trombam-se com o velho dilema
de suicídios e re-voltas...
III
Valendo-se de suas saliências
esses retículos de urinas semióticas
submetem-me então
metástases poéticas, que são borrões justapostos,
mordaças, vislumbres
e terríveis céus de portos estigmatizados
posto que - de per si - esquartejam
seus limos de arrimos
e elmos de epitáfios ignorados
- Conquanto o Óvni a congeminar-se,
a órbita decorarei!
IV
Agora taí a amplidão em chamas!
- O que dizer da frieza glacial
e dos olhares indiferentes de soslaios
que agonizam no fedor plastificado do lugar?
- O que dizer
dos “rent boys” e “michês” obscenos
que infectos e redundantes profanam
a virgindade do luar?
V
O suor inunda
meus copos embriagados de núpcias
e fica a mercê da sarjeta
até que o meu paladar os perdoe
e não mais atraia como dantes
os goles insensíveis e incolores
dos centauros inflados à fome.
VI
Ai, inóspito chão!
Ai, horrendo engradado!
Afugentar os ébanos e mormaços
sem a candidez das brutas faces
contrapõe à rouquidão
cuja a fumaça em circulo
desonra o propósito de aveludar
a purificação da ternura.
E não ousar (após-revide)
transpassar a órbita esquizofrênica
do instante
magoa-me... contamina-me!
VII
Ai, vesgo grão!
Ai, especiosa sementeira!
Ao céu,
ergo o meu lamento.
© Benny Franklin
Inflamados pelo imo do remorso
os resíduos de mim alçam vôo cego
a antros (luminescentes) vesperais.
Agora taí a amplidão em chamas!
- O que dizer
da frieza glacial e dos olhares indiferentes de soslaios
que agonizam no fedor plastificado do lugar?
- O que dizer
dos “rent boys” e “michês” obscenos
que infectos e redundantes profanam
a virgindade do luar?
Aplausos sempre, sempre uma oração, um lamento, um alerta, um grito...
para aqueles que desdenham a vida plena, esta que não está aqui , pois vai deixar de tê-la, destruída, deixando seus filhos herdeiros em feridas na mente e no corpo...um fogo que arderá (ou já arde) nas almas e peles...
Uau!
O.S HF
Grande Benny,
Para refletir e fazer mesa redonda.
Bravo!
Beijos,
Regina
Estes versos, "Antros (Luminescentes) Vesperais!", são bem estruturados e compõem poesia de inspiração.
Parabéns, Benny.
ótimo trabalho muito bem estruturado.
depois eu volto.
Quando leio seus poemas, pego logo o Dicionário. Mas o que adianta? Suas palavras não podem encontrar significados em simples páginas "lexicais". Grande abraço!
Paulo Esdras · Brumado, BA 21/11/2008 10:54
Benny, amigo
O melhor dos poetas da vida, retrata em belos a tristeza e as crueldades da vida, doente e insana. Dane-se os indigentes e as dores do mundo...para os corações impuros.
Nossas almas foram lavadas desses pecados.
Grande, Benny.
Abraços
Noélio
Benny,
Ler você é sempre um belo aprendizado.
Abraços
Rindo com Paulo que pega dicionãrio,não é que faço o mesmo??
e com certeza adquiro mais um pouquinho de conhecimentos porque cá entre nós,os meus são ''parcos''rsrs,e escrevo apenas ''garatujas''
Benny querido,adorei esse texto que fala do remorso que é um sentimento destrutivo,disso entendo bem
Um beijo e tenho maior prazer de mandar seu belo texto pro banco
POETA BENNY,
O que dizer dos "rent boys" e "michês"obscenos
Que infectos e redundantes profanam
A virgindade do luar?
O que dizer da pobreza "fétida" da alma,
Dos "fetiches"dos andantes sem escrúpulos,
Que num estupor permanente,
Só reagem aos grunhidos do seus
Fantasmas interiores?
DELIRANTE POEMA...
AO CÉU,
ERGO O SEU TALENTO!!!
Salve, Benny!
O mehor da poesia não é o que diz o poeta,
mas o que diz o dia e a noite que o poeta vive.
A poesia me diz que o poeta está vivo e seu sangue
pulsa o desejo de todos os mortais e o remorso de tê-los...
Salve, Benny!
Parabéns!
Abraço Pantaneiro.
Endoidecida
à mercê de tuas lavras,
cisco em círculos,
que agora luminam-me iridescentes
eu que profanara o cálice bento,
hoje apenas bebo o pó das ruas,
por razões tuas, por tuas rezas,
orações alinhavadas,
cosidas,
retorcidas,
transversas de dores
de meus amores idos porvir.
Küse, Benny.
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