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Anunciação
Pepê Mattos · Macapá (AP) · 31/5/2008 12:18 · 84 votos · 12 comentários ·  
1
overponto
Não houve tempestade naquela noite.
Nem os cães vadios nas ruas ladravam,
nem a lua no céu brilhava.

Se a morte rondasse meu quintal
meu sonho a acolheria
e disso talvez eu nunca viesse a saber
a utilidade.

O apuro maior de quem espera
o derradeiro momento
desconhece que este
não se anuncia.


tags: Macapá AP poesia
 
canto_esquerdo informações canto_direito
Autoria   Pepê Mattos
Data   31/5/2008
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Tétrico, misterioso.
Exposição de eternas dúvidas.
Gostei.
Aguardo para o voto
Um abraço
EdimoGinot · Curitiba (PR) · 28/5/2008 08:27 
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Marcos Pontes Muito interessante. O apocalipse é uma invenção.
Marcos Pontes · Eunápolis (BA) · 28/5/2008 10:18 
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Valeu, edimo... Mistérios que nunca acabam... Pensando bem, é melhor que continue assim... Senão, a vida perde o sentido... Obrigado pore aguardar a votação... Abraços...

Marcos, com certeza fomos nós que inventamos o apocalipse... e está na nossa mão o nosso destino... Abraços...
Pepê Mattos · Macapá (AP) · 28/5/2008 13:37 
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Nossa, Pepê. É exatamente assim. E quase nunca paramos pra pensar sobre isto...
Muito bom.
Bjo.
Nydia Bonetti · Campinas (SP) · 28/5/2008 22:23 
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É, mistérios e enigmas da vida.
às vezes pressentimos, mas nada sabemos ao certo.
O apuro maior de quem espera
o derradeiro momento
desconhece que este
não se anuncia.

bjs


Branca Pires · Aracaju (SE) · 29/5/2008 01:41 
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Mistérios.
Se a morte rondasse meu quintal...
Maravilhosa reflexão.
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 30/5/2008 04:27 
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Misteriosos e ao mesmo tempo sequencial com um desfecho, mas...sem desfecho, fica oslto noa r...gostei muito. Parabéns e meus votos. abços.
Cristiano Melo · Brasília (DF) · 30/5/2008 05:51 
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Pepe
Meu voto.
Um abraço
EdimoGinot · Curitiba (PR) · 30/5/2008 08:22 
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Pepê...
eu poderia chamar a sua poesia de "Dor", apenas, ou talvez "Vazio". Essa anunciação que não se anuncia... se retroalimenta da dor... porque normalmente não se espera a morte... quando se chega a estar esperando pela mesma, há sempre dor, de um jeito ou de outro... e pior ainda se se espera e nem ela vem...
Foi assim que senti sua poesia...
Obrigada pela visita,
Beijos!
Valéria Geremia · Fortaleza (CE) · 30/5/2008 23:31 
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Quanta solidão e angustia meu amigo Pepê. Espero que seja apenas uma ficção. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
carlos magno · Rio de Janeiro (RJ) · 30/5/2008 23:59 
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Poesia prima....onde desconhecemos o momento onde
a tempestade pode ficar e rondando o quintal, nosso...roubam
a vida, os sonhos, as lembranças...e vem solidão...
Devaneios Pepê...lindo
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 31/5/2008 10:34 
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Maravilha...
Como os outros poemas seus.
Perfeito, Pepê.
Abçs.
Benny Franklin · Belém (PA) · 31/5/2008 18:53 
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