Melan(cólica) via
A cidade v(azia)
Sem céu e sem norte
Tudo por um fio
Mínimo corte
Entre a vida e a morte
Humana insanidade
Metrópoles de dor
Sem remédio para o tédio
Ruas movimentadas, mas sem vida
O vício é um míssil
Que só faz abrir novas feridas
Vontade de subir em um arranha-céu
Abrir minhas asas
E voar para bem longe daqui
Aonde eu ainda possa ver as estrelas...
(Gustavo Adonias)
Amigo, fiquei sem ar. Como és de uma profundidade tocante. Ameiiiiiiiiii. Voltarei junto com as estrelas. Abração!!!
Dayvson Fabiano "Imorrível" · Recife, PE 24/1/2009 13:05
"O vício é um míssil"
oi gustavo...quanta verdade em uma só frase heim.
e não é que é assim mesmo...nossas vontades nos devoram e nos tornam algozes de nós mesmos...
e haja azias e mal estar...ausência e melancolia...
seu poema me remeteu a alphonsos de guimaraens que deixo para você.
Ismália
"Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar..."
abraços
Gustavo Adonias · Salvador (BA)
AONDE EU AINDA POSSA VER AS ESTRELAS
Uma Inspiracáo Colossal que atingiu as estrelas.
É o que se pode dizer que deu asas a imaginação.
Passa todos os receios da atualidade e também todos os sonhos, anséios e aspiraçóes
...E voar para bem longe daqui
Aonde eu ainda possa ver as estrelas...
Parabéns Amigo
Ficou um Trabalho Bonito combinando com a ilustração.
Abração Amigo
Abismal!!!! `É este poema. Parabéns amigo. Voltarei decerto pra votar comprazer. jc
José Cycero · Aurora, CE 25/1/2009 00:43
Gustavo, muitas vezes sentimos essa vontade de voar, fugir de tudo que nos desagrada. Voemos, mesmo que seja em sonho.
Muito bom. Voltarei.
bjs
A musica urbana não para de tocar. A sorte do poeta é poder voar.
Sempre podemos ver as estrelas, Gustavo. Eu voo, voo muito. Vou além dos limites, às vezes tão perto, onde encontro a beleza. Não é preciso ficarmos com os pés presos na realidade - de cara feia, enfezados (essa palavra vem de fezes), revoltados, afagando o pessimismo, o ceticismo 24 horas por dia. Eu xingo, fico puto da vida, depois voo, sinto o sabor da vida - que não é só desgraça.
Abraços.
Adonias,
Mesmo que distante, você consegue alcançar as estrelas belos vôos poéticos.
Abraços
Vôo possível na poesia...
beijos poéticos,
Abrir minhas asas
E voar para bem longe daqui
Aonde eu ainda possa ver as estrelas...
gostei amigo, gosto da maneira como escreve,abraçosssss
depois eu volto.
Olá, Dayvson
Obrigado pela sua presença ! Que bom que tenha gostado do poema.
Abraço
"O vício é um míssil"
Gusta,meu lindo, que ins_piração!!
Como o Sam falou, muitas verdades reveladas aqui...neste simples e grandioso verso!!!!
Viver é sucinto e enquanto isso , nós,viciados, vamos nos auto destruindo...nas vias v(azias)... produzindo uma intensa acidez que vai corroendo por dentro nossa mínima esperança...e a melancolia toma conta...mas sempre existe a cura, quando sabemos voar...
Muito forte,denso e muito verdadeiro,realista!!!
Gostei demais!!!!!!!!
Parabéns,meu lindo!
Muitos beijos blueviciados...hehe (esse vício é um bom vício,né?rs)
Blue
E muito linda a imagem...totalmente blue pra contrastar com o cinza da melancolia...ficou show!!
mais bjkitas
Que bom meu querido que nvc ainda pode ver as estrelas.essa amiga volta.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 25/1/2009 15:31O míssil de Fernão Gaivota, embora com causas distintas... excelente. Abraços.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 25/1/2009 15:41
Olá, Samuel
Obrigado também pela sua presença, mais uma vez ! Pois é, nossas vontades sempre a nos devorar, levando-nos à quedas livres de melancolia e mal estar. Mas no fim tudo há sempre que brilhar, como as estrelas...
Muito obrigado pelo belo poema de Guimaraens, por vezes todos nós vemos uma lua no mar, e temos vontade de mergulhar...
Grande abraço, amigo
Realmente profundo e contundente !...
uma beleza, poeta !
votado, abraço....
Caro Gustavo,
azia e cólica, desilusões mundanas urbanas, bem tratados em seu poema. Dá vontade mesmo de fugir...e o vício é uma das alternativas mais comuns de se buscar, que as asas possam ser livres de tal embuste criado por nós mesmos. Armadilha a que todos estamos sujeitos.
Parabéns pelo poema um tanto diferente dos anteriores.
abração meu caro
Besitos,meu querido Gusta!!!!!!!!
E que possamos ver muitas estrelas ainda nesse céu azul imensooooo!!!!
blueeeeee
Olá, Azuir, meu caro amigo
Muito obrigado pela sua presença, mais uma vez ! Que bom que gostou do poema. Vivemos em um mundo cheio de receios quanto ao futuro e ao próprio presente cotidiano. Mas os sonhos continuam vivos e sempre presentes, e é o que nos mantêm esperançosos. Sem as asas dos nossos sonhos já teríamos mergulhado em queda livre. Que as estrelas mais brilhantes estejam dentro de nós...
Grande abraço fraterno e poético
Gus, meu amor, que lindo!
Já cantou Gilberto Gil: amarra teu arado a uma estrela
Uma das músicas da nossa MPB que acho mais lindas.
É preciso guardar intimamente as estrelas e as belezas do mundo, antes que a modernidade - estranha essa modernidade que impede as pessoas de enxergarem o céu - nos naufrague...
Maravilhoso, parabéns!
Beijos,
Aube.
Aube lembrou bem a música de Gil. Bela música e tudo a ver com o teu poema, Gustavo.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 26/1/2009 16:58
Gustavo:
Votando e publicando
sem melancolia !!
Oi Gustavo,
Poema tão interessante o final muito bonito
onde o leitor viaja 'om asas e voa.
Beijos e votos,
Regina
[...]"Abrir minhas asas
E voar para bem longe daqui
Aonde eu ainda possa ver as estrelas"...
Este seu poema retrata muito bem as aflições da vida moderna, desse viver que nos sufoca com fumaça e pressa.
Aí a gente olha pro céu e sente uma paz tão grande... Dá vontade de voar e sentir a tranquilidade, a eternidade das estrelas no seu infinito iluminar.
Parabéns, caro overmano.
Olá, Cycero
Obrigado pela sua presença também ! Que bom que tenha gostado do poema.
Abraço
Olá, Sônia
Obrigado também pela sua presença, mais uma vez ! Que bom que gostou do poema.
Bjs
Na vida e na poesia, ainda não aprendi cultivar melancolia. Nem acho que vale a pena.
abraço.
Olá, Almirante
Obrigado pela sua presença também ! A sorte do poeta é poder voar...
Abraço
Olá, Brandão
Obrigado pela sua presença !
Abraço
Olá, Falcão
Obrigado pela sua presença também ! Que bom que tenha gostado.
Abraço
Olá, Raphael,
Obrigado também por ter vindo !
Abraço
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