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AOS AMANTES DA LITERATURA DE CORDEL // PELA INTERNET // EM FORMA DE AGRADECIMEN

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José Bezerra de Carvalho · Teresina, PI
15/9/2009 · 3 · 0
 

AOS AMANTES DA LITERATURA DE CORDEL // PELA INTERNET // EM FORMA DE AGRADECIMENTO // TEMA: HOJE ESTOU COLHENDO O FRUTO DE TUDO QUE EU PLANTEI.


Plantei rosas e bugarins
Camélias também plantei
Açucenas e jasmins
Tudo que imaginei
Eu sempre fui resoluto
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo que eu plantei

Todos os trabalhos que fiz
Nem de todos eu gostei
Muitas prosas e versos
Foram muitas as que rasguei
Por elas não botei luto
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo que eu plantei

O dinheiro que eu ganhava
Facilmente eu gastei
Comprei papel e escrevi
Numa gaveta tranquei
Pra fora eu botei tudo
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo que eu plantei

Fiz versos e escrevi prosas
De besta, o nome ganhei.
Às vezes triste eu ficava
Outras vezes me zanguei
Lavei o sujo de tudo
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo que eu plantei

Numa luta desenfreada
Eu muito me arrisquei
E nos abrolhos da vida
Lutei não desesperei
E me chamavam de bruto
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo o que plantei

Tive um trabalho forçado
Mas nunca desanimei
Menti falando a verdade
Toda maldade enfrentei
Nunca fui absoluto
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo o que plantei

No meio de todo absurdo
Muitas lágrimas derramei
Sorri, sofrendo e chorando
Sofrendo, sorri e chorei
Pobre caboclo e matuto
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo o que plantei

06/06/2007

Sobre a obra

AOS AMANTES DA LITERATURA DE CORDEL // PELA INTERNET // EM FORMA DE AGRADECIMENTO // TEMA: HOJE ESTOU COLHENDO O FRUTO DE TUDO QUE EU PLANTEI.


Plantei rosas e bugarins
Camélias também plantei
Açucenas e jasmins
Tudo que imaginei
Eu sempre fui resoluto
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo que eu plantei

Todos os trabalhos que fiz
Nem de todos eu gostei
Muitas prosas e versos
Foram muitas as que rasguei
Por elas não botei luto
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo que eu plantei

O dinheiro que eu ganhava
Facilmente eu gastei
Comprei papel e escrevi
Numa gaveta tranquei
Pra fora eu botei tudo
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo que eu plantei

Fiz versos e escrevi prosas
De besta, o nome ganhei.
Às vezes triste eu ficava
Outras vezes me zanguei
Lavei o sujo de tudo
Hoje estou colhendo o fruto
De tudo que eu plantei

Numa luta desenfreada
Eu muito me arrisquei
E nos abrolhos da vida
Lutei não desesperei
E me chamavam de bruto
Hoje estou colhen

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informações

Autoria
José Bezerra de Carvalho, Poeta Zé Bezerra, o "Águia de Prata"
Ficha técnica
Cordel, em septilhas
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