A poesia escorre morro abaixo,
palavra purapoteótica estalando nas fibras do Ser
líquida Luz,
marés de sempre incensando
o Espaço de dentro,
Sonho sonhando-Se
por fora.
Dentes de ouro
delicadamente rasgando
a carne da prata dos nossos olhos,
lastro lanho ardencias de depois
no eco da Luz que chove agora...
por baixo,
tua voz invisível acende essa vela
ou aquele Sol,
sempre a se despedir daquela Lua,
daquela
Alma.
Era uma vez um porto sem ancoradouros...
escrita após ler poesia ADEUS DAS ÁGUAS de Cintia Thome
O.m. - 29.4.2008, 20h26
foto pública de Marcelinho Hora no site Flickr.
André
Boa análise poetando, poética.
Um beijo, irá para meu arquivo na blogosfera.
tua voz invisível acende essa vela
ou aquele Sol,
sempre a se despedir daquela Lua,
daquela
Alma.
Era uma vez um porto sem ancoradouros...
andré, li e gostei, como gosto sempre do que você escreve, esta poesia que flui e jorra como água da fonte, uma poesia que reverbera ondas e que se espalha pelo ar... seus versos refletem-se, e inspiram a criação de novos versos, como ondas concêntricas espalhando-se pela superfice das águas.
"Era uma vez um porto sem ancoradouros... "
Onde aportei meu corpo não havia porto
definitivo
e os ventos sopravam do alto mar
seus segredos incontáveis
meu corpo à deriva, qual barco
me acolheria?
Minha alma a vagar
em ondas, onde anda
meu pensar?
Este porto em que me aporto,
esta porta em que me adentro,
este perto que é tão longe:
cisma a alma, sobre as águas
que em torvelinhos vão:
O mar é grande, grande é o mundo,
enorme é meu coração.
Parabéns, amigo, mais uma vez.
Danlima!!!
Caro Poeta, obrigado pelos parabéns mas... mereces em dobro idem parabéns!!! De arrepiar teu poema!, o qual me orgulha muito estar nesse digital 'ambiente'. E ainda por cima de tudo isso, minando ouro-líquido, a Poesia da Cintia Thome.
É demais pra um só ser...
tem que ser grande mesmo o coração para caber assim,
de repente,
tantos e intensos pulsos,
quase avulsos ao cárdio descompasso,
um descalabro ao contrário
que impregna em mim
e na poesia que ora canto em letras,
o vôo, o passo, o mergulho e o salto
que me tomam de assalto a alma
que não mais sossega e não se entrega
ao silêncio mudo não dito
para voluptuos&devassamente
se entregar às silenciosas palavras
que me desfolham.
A mente,
em sinapses enlaveadas,
derrete e grita o mudo muro de céus
&
Espaço.
========
OBRIGADO Cintia! e Danlima!
GRANDE abraço!!!
ao silêncio mudo não dito
para voluptuos&devassamente
se entregar às silenciosas palavras
que me desfolham.
Menino Andre, que coisa...mais poesia...mais poesia
Respira e tranpira Poesia!
beijos Obrigado pelo recado...
Boa imagem também ab e bj
o `desfolhar`, CLARO, e para remeter `as folhas tuas, querida Poeta!
GRANDE cheiro!!!
Muito bom André, parabéns! Votando. Abraço
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 03:16
André, suas "inspirações" sempre se trnaformam em "verso ardente", de beleza e expressividades imensas.
Quando esta "inspiração" vem de Cintia, explodem ambos de pura poesia grande e bela.
Maravilhoso também Danlima, neste entrelaçar de talentos.
Adorei.
beijos
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