Talvez alguns versos do poema “Desencanto”, do poeta pernambucano Manuel Bandeira, possam – de um modo geral – expressar a essência da atividade de poeta do campinense Ed Porto neste Ária Literária. Ei-los: “Meu verso é volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Cai, gota a gota, do coração.” Do lirismo do trecho citado há de se apontar para determinada relação com o que podemos ler nos poemas do presente volume: a constatação de um discurso poético contundente, sem falarmos de uma subjetividade que busca evocar suas “afinidades eletivas”, embora no todo possamos ler poemas que se distanciam do locus familiar ou de entes escolhidos pelo poeta para dedicar alguns dos seus poemas.
Enquanto elemento operístico, a ária corresponde a um trecho destinado a uma só voz. Eis então o sentido para o título deste segundo livro de Ed Porto. Isto porque nos poemas nele inseridos não podemos deixar de sentir, como já dito, uma voz que se refere às coisas só suas: os entes mais queridos, p
Lançamos em 25/03/06 em Salavdor no Projeto Imagem do Verso e lançaremos em 07/04/06 em João Pessoa no Parahyba Café.
Parabéns ao OVERMUNDO.
Abs,
Ed
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