Aritmética
Esquece a geometria,
olvida-te da álgebra
São inúteis em teu ofício
de garimpar sonhos
O gosto do arquiteto
não adere à tua obra
Foge do engenheiro
de seus exatos cálculos
Pois tua poesia
prescinde d´outras variáveis
A monumental obra
com seu contorno obtuso
A dura estabilidade
eqüilátera do triângulo
Faz exatidão odiosa
que só te deixa confuso
Nada há de ciência
nos versos sem ângulo
Sim, é certo que a aritmética
produz bens incontáveis
Teus poemas, ao contrário,
não se medem
Nunca serão engendrados
por frios notáveis
Para tê-los a ciência
jaz e espera por um alguém
Um poema que estabelece fronteiras e delimita campos de ação ...
Ivan
Poema das diretreizes.
Não há cálculo num poema. Não pode haver
Pode haver rimas e melodia. Mas jamais trigonometria.
beleza
Um abraço
Salve, Ivan!
Nada de frieza matemática!
Ao poema é dado o instante
de nascer aos sentimentos...
Pela lógica, parabéns!
Abraço Pantaneiro.
Ivan,
Aritmética é calculo,
poema é poema,
alma e sentimentos.
poema exato, sem ser matemático.
gostei!
bjs
Que beleza ,Ivan!!
Nada de cálculos
o poema pra ser exato
Passa das contas
Traça uma reta
incerta e sinuosa
se perde na prosa da vida
Tangente que toca
o invisível círculo
da dança do sentimento...
(Raiblue)
Até me inspirou...tá vendo?
Poema é isso....inspirador!!
Parabéns,querido!
beijinhos bluecarinhosos
Blue
Olá amigo "dos pampas" tudo bem poeta?
TEUS POEMAS,AO CONTRARIO,
NÃO SE MEDEM
NUNCA SERÃO
ENGENDRADOS
POR FRIOS
NOTÁVEIS...
UAÚ,bravo gaudério!
IVAN CEZAR,sua poesia é linda,
E o seu nome "sonoro"
Abraço meu qrdo!
Toma seu mate,
Agora menos amargo,
com o doce sabor
DA POESIA...
Obrigado pelos comentários . Sou novo no OVER e estou literalmente encantado com o alto nível - feliz pela dádiva de participar de um movimento que constrói valores - num momento tão vazio da história onde valores se corroem e o consumo, como escreveu nossa bonita JULIANA se transformou no paradigma perverso de um sistema perverso. Obrigado, sobretudo, pela honra de repartir a vida ...
Ivan Cezar · São Sepé, RS 21/10/2008 17:32
Ivan,
O teu texto é prático,
de contexto temático,
fluindo com uma exatidão,
definindo o dom da razão.
Parabéns!
Olá, Ivan!
"Teus poemas, ao contrário,
não se medem"
E
"Nunca serão engendrados
por frios notáveis"
Sem palavras... um abraço!
Ivan, gostei da junção.
Do trabalhar o poético sobre as escamas frias, para mim, da matemática (morro de medo dela rs)
abraço. Parabéns pelo trabalho.
Deixo aqui meu voto também.
Meus parabéns pelo poema bens construído
Muito bom de ler e o contraponto das medidas com a poesia livre ficou muito interessante
abraços e publicado!
Aritiméticamente e poeticamente muito bom.. Parabéns..
Vivemos tempos em que a ciência e a tecnologia parecem haver suplantado todos os outros interesses da vida . As ciências ditas EXATAS produzem novidades com a mesma frieza com que as descartam. O telefone celular do ano passado foi xodó - hoje virou lixo . Os ângulos do carro ou da casa mudaram : troque , mude-se !!!! - Ainda bem que existe a poesia !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Obrigado pelos comentários
Nada há melhor do que garimpar sonhos, estou vivendo essa maravilhosa fase e nessa garimpagem estou encontrando grandes diamantes.
Bjs...Mil...
Votado!
PARABÉNS,IVAN!
BELAS CONSTRUÇÕES POÉTICAS...
Abraço amigo "dos pampas"
Boa sorte!
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