Foto: Luis Vidal de N. Neto
I
É já o castigo
De toda supérflua inexistência.
- O que no orgasmo congemina
É o corte – não mais.
Mas antes que aja degola,
Quereria embaraçar a fome,
A comodidade da ausência, a dialética diabólica
Da poesia.
Quereria desnutrir
O pavor dos tempos de hoje,
Desinchar o repartir que não me pertence,
Arquear o fardo que não acasala partilha.
................
II
Hoje
Não mais bolam sorrisos...
Nem fala-conversas, entre-abraços...
- De quê vale o Corpo
Se a Alma não prospera como devia?
- De quê vale o futuro
Se o que impera é a ventania do cansaço?
................
III
Lagrima-se cá
Por tempos de não mais...
- Por que desistir se é melhor confundir
O tempo que a tudo tenta apagar?
- De quê vale o arquétipo
De nós?
Benny Franklin
Do Vale das sombras!... Indagações necessárias!
Agradecido.
Retado, Benny!
Gostei
Abraço
http://interludios.blogspot.com
Por que desistir se é melhor confundir
O tempo que a tudo tenta apagar?
Que boa idéia Benny! Confundir o tempo... Adorei!
bjs.
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