As coisas estão grávidas de palavras...
lotadas de signos e símbolos,
vomitam o amanhã no hoje que se apresenta
quase ontem.
Futuro, presente, passado,
presos à célula cela de nós, nó, elo
de corrente,
ouroboros.
E as coisas - ainda
grávidas de palavras -
estão a parir poesias
semeadas pelo sonho de agora.
E o sonho de agora são todas
as coisa querendo dizer tudo apenas
no olhar que tenta gretar
a vida
através das palavras grávidas
das coisificações do sujeito de plástico,
do objeto de carne
e da loucura inflamada no sempre
que nunca chega.
Esse sempre que nunca chega
parece carne plastificada
mas tem o dom de parir poesias como esta.
Um abraço
coisas grávidas vomitando pedaços de plásticos costurados na carne desmanchada. quem diria, nasce poesia.
saudações gráficas
bom seu texto e linda imagem.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 16/10/2008 12:45
Cheguei e as coisas tinham nascido. Perdi a gestação, ganhei as palavras recém-nascidas!
Subjetivarão em carne viva;))
Cada coisa é uma poesia para quem tem olhos para lê-las e o sempre é agora e sempre. Poema interessante, leitura fácil com um subtexto rico.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 16/10/2008 14:39Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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