-Carpano...onde te escondes,Carpano?!-pergunta a moça,perdida,aflita,quase as 10 pras 17e 32.
-Não me escondo,-diz Carpano-apenas me disfarço.
-Te disfarças!!!..de que?-diz a moça,com cara de sabída,entendida.
-Me desfarço de acordo com o plano,posso ser um pedaço de nada enrrolado num pano,posso ser um pedaço de aço,misturado com alecrim.-responde Carpano,inóspito,inérte,inergúmino,inuendo, inevitável,inebriado,intenso,raiz quadrada de 2!
-Misturado com alecrim!?Ó,DEIXE DE SER ENIGMÁTICO.-diz a moça,fugidia,áspera,Carla Perez.
-Cada carpano tem sua face.E eu,sou muito antipático...
MAS COMO FOGES DE MIM?!?!?!MALDITOOOOOOO!
heheh!!
As duas faces de um homem,( inda mais quando tem um plano em mente), entre o tudo e o nada há de se achar um meio termo.
bjs
É assim que tem que ser: batendo firme e seguro só onde dói, que poesia é coisa de macho (no bom sentido, é claro).
E viva as distopias que a agramaticalidade nos permite antever.!
Vamos nos empaturrar de figuras semânticas abstratas.
Beckett falava de "abrir buracos na linguagem para ver o que está escondido atrás".
Parabéns por esse buraco que inventou.
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