As novas poesias estão amadurecendo no peito delas carregado
Esperam o vento colher
amadurecidas palavras com mãos de chão,
- geralmente delas sedento -
para embriaga-lo ao ponto
de transformar o caminho
em vinho,
e o passo no próprio pão.
Fome e sede saciados,
respira a energia dessa novo ar gerado:
nova-palavra!
Comida
para saciar fome & sede dos olhos,
onde o coração aflito e inquieto desse poeta
é uma frugal refeição.
A Srta Branca Zil Pires me perguntou:
André, kd as tuas novas postagens? Estás em recesso?!
me convidou:
O poeta não pode calar-se, emudecer, ausentar-se.
Espero que só estejam no forno e que saiam logo, já já!
==
fotografia`sem título`, do albun 'paisagens, texturas...' de Marcelinho Hora, fotografo sergipano no Flickr.
O poeta perdido no banquete das palavras que dele se alimentam*
Tens fome?
toma minha palavra e se alimenta
de sua imaterialidade: realidades de construir
pontes, estradas, vias de Ar & Mar sob sobre entre
pos
os caminhos de dentro
desavessando do Sentir
para o Verbo
esse sangue que teima em querer correr para a Luz.
Fonte,
quando não mata a sede,
a poesia joga mais interrogações
no ventilador:
podem os pássaros ensinar o coração cego dos homens a
voar?
peixes elétricos iluminam como sois artificiais as terras que nos
habitam?
sera que as flores ensinam a esperar e ter paciência?!
Enquanto as respostas não chegam,
pega um garfo e uma faca, enche teu prato
com essas palavras desgarradas que fogem alucinadas
desse meu ínfimo íntimo e particular
Sonhar.
==
Saramar querida!!! que otima surpresa te encontrar logo cedo! Ainda mais com palavras tao doces que causariam inveja `as abelhas, se elas pudessem invejar...
Tenha uma EXCELENTE semana,
GRANDE beijo!!!
O poeta é o que nos alimenta, lauto banquete de palavras.
Belo, sempre belo!
beijos
P.S. Perdão, comentei na edição (!!)
André, seu talento faz parte do domínio público, logo não podes dele nos privar. Abraços
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 13/5/2008 04:13
Retornando para deixar meu voto. Sucesso! Abraço
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 13/5/2008 14:48
André, perfeição.
Que sede, que fome, que delícia de poesia, ou algo mais, que não sei, talvez, falta de alimento, admito, pois preciso escrever algo mais, que não sei o que é, mas ... alimentaste-me, saciada, feliz.
Aguardo novas refeições, pois, eterna sedenta.
Obs: nunca li algo tão doce e suave sobre a própria poesia.
Denso, verdadeiro, vixe, chega, já sabes de tudo isso.
Abraços.
Poesias que geram poesias. "A fome com a vontade comer".
Então, famintos e sedentos
as palavras são os nossos manjares.
Servidos em pratos quentes
se despedaçam em nossas bocas,
saciando a fome e a sede.
Vem da mais pura safra
colhidas ao vento
semeadas ao sol
e regadas ao vinho
das mais finas uvas.
servidas em taças de ouro
misturadas ao nectar das flores,
por borboletas vestidas de poetas...
Super beijos
Eu também André!Carinho e voto de alegria!Parabéns!
nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 14/5/2008 15:56
Andre
Precisamos alimentar o coração...
Coração mole, nem o passado é poético
Flor murcha é poema
Mas precisamos de uma só gota...
para versos grandes...um amor grande...
Espero orvalho...recesso estou...
Sem palavra...
Os poetas não devem se calar.
Este, em especial, não pode se calar...
abraço!
Pessoas!!!
este ser, `em especial`, alem de sentir honra demais de vossos comentarios plenos de positividade!, sente tambem o prazer de interagir com diversos lugares, olhares, sentires. de Campinas, Sao Paulo, Rio de Janeiro, Aracaju, Boa Vista, Curitiba, Goiania...
olhares de luz para o que entendi luz quando senti...
o que posso dizer mais?
==
desavesso o passo no átomo,
mergulho no que de mim teus olhos olham:
caem objetos e devires fichas,
façam suas apostas...
Aposto corrida com a minha sombra...
Nao me calo: calam-me.
espinhos na semente do carinho,
e esses nascem de dentro pra fora
pra ser maior pedra no caminho,
entalo sem farinha.
sigo sangue porto e vinho,
feito pavio correndo corro,
lastro de ouro na poesia evolada
da nostalgia dos amanhas,
beco das fomes supostas,,
nascente de nomes:
Poema!
as vezes a alma nem e' mais minha,
ja' foi,
e o dia nao veio... recesso de palavras
afogados em livros e letras e linguas mortas,
ressucitadas pela lingua dos olhos,
extraem dos vazios de mim,
entrelinhas subatômicas, linha de costurar
o nervo emendado-o ao verbo:
doer-muito!
Carne e sumos,
ossos de nossos sonhos oficios,
expressemanticos de dizer coisa alguma
querendo dizer mundos,
calado.
O passo,
moido pelo caminho nem um pouco
doce,
muito menos suave!,
doce e suavemente atravessam o sono
para despertar em chamas
do outro lado de onde quer que seja.
Canto para o vento,
lanco-o para sempre ao Espaco sem volta,
quase grito,
o que não para quieto nas paredes do peito,
a irrigar a terra abstrata que nunca sacia.
=====
GRANDE abraco!!!
Olha André, desse geito, a gente não sai mais da sua página.
Veja, o poema acima é lindo por demais e depois você nos presenteia com mais esse! Que maravilha. Peço que publique.
Abraços, lindo poeta.
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