Eu não sei todas as respostas,
nem saberei jamais
Ando com minhas dúvidas
para frente e não pra trás.
Um homem ao mar é só um homem ao mar,
se não sabe nadar, nem voar,
que é com os pássaros, saberá amar
essas lindas raridades e as sereias
[sim, existem sereias, eu conheço uma que é linda]
É, são das sereias que dormem na areia
Não vos tocam a alma as balas pra lá de Bagdá
E no Afeganistão, ou no Morro do Alemão,
ou na Vila Brasília, em frente ao Carecão?
Trago o olho de luto.
Duas meninas nem de 15 baleadas
na porta da escola por um escroto
num roubo ridículo de celular ocorrido
Um drogado e enlouquecido, cheirando cola
desgraçado de moleque estuporado
já bandido, logo-logo também morto
Inda há pestes nas cabeças coroadas
que nos mandam matar, que nos matam
Não há resposta pronta, entanto
ou ela vem com o vento, ou tem-se que a buscar.
Vejo, já, pontinhas do céu anil, um encanto
Ouço ainda minhas irmãs chorando a fome aqui,
[sim aqui em toda a Terra e bem perto de mim]
Sim, nos disse o vento, em acalanto
trazendo o poema: gente demais já morreu!
Há mais mar, cada vez mais, o céu furou
do oco breu mais calor desceu e inflama
degelando geleiras, menos há montanhas,
arrebentam à dinamite, submergem inteiras.
As pessoas vivem mais, as florestas vivem menos,
E há menos animais e matas também
Morre gente escravizada ainda e mais
E nos dizem que o tempo é de paz
É pouco quem vê, quem lê e faz,
Alenta q'inda caminhamos contra o vento
e juntas, temos muitas, já, as mesmas perguntas
Conversando com Bob Dylan, que Cintia Thome nos presenteou há pouco e que fiz também e principalmente para ela e por esses tempos da criação dela e das nossas circunstâncias.
Tá dito!
Fechar os olhos? tarde demais: já se enxerga no escuro, bem de perto:
a vida!
Bate-nos à porta da cara,
no que não fazemos ou deixamos de fazer,
redundantementimos pra nós mesmos:
- indesatáveis um do outro -,
Verdade.
'Colheres de cabo comprido'
& não existem colheres:
existe a Alma que não se perde se perdendo
em chás que ainda não foram tomados.
Os corações de hoje pulsam em sacos plásticos
dentro de carros plásticos que vão pra casas de plástico
viver vidas de plástico...
Dentro das poesias, fotografias
e de uma ou outra conta de geografia,
outros corações
pulsam um caminho que já são vários caminhos
de carne
& sangue
e vísceras
&m letras e muito mais,
perdidos & achados
querendo dizer algo que sirva - mais Luz!!! -
na inércia dessa e de outras madrugadas.
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menina Juliaura!!!
comentar, apenas?!! tão pouco!!! que fico quase louco quando leio umas poesias bacanas assim suas, outras também em que apareces também toda alma Nua... para comentar sem prestar reverência... sempre pouca para esse tanto!
GRANDE cheiro!!!
André, que lindo!.
Tantas vejas já ressuscitei também por ti, que vou mais uma vez morrer aqui de tanto amor pelas lindas linhas belas mesmas que me cometes e comentas.
Puxa guri, fico sem ares, com teus cheiros boníssimos.
- Ai, vovó, meus sais, que tá aqui aqule guri lindo de novo fazendo aquilo comigo. Ai!
Beijin, tá!
Cada vez mais as florestas vivem menos
e vivem-se mais as pessoas
mas vivem(?) com medo
de não ter mais florestas
para vi_ver
e vivem-se mais
com medo da maldade
sem idade
maltratando
a humana_idade
bjs_ju
Juliaura, texto forte e bem escrito.
Meus 3 votos para ele, gostei muito.
Tenho um home-made-video-clip em votaçao, confira: http://www.overmundo.com.br/banco/amor-vai-o-guia-video-clip-para-a-cancao-de-zanin
Aliàs tem a ver com o mestre dylan tb!
Abraço.
Rs...Bob Dylan, Martin, Johns,Brigitte Bardot, Diana Princesa do Povo(linda),Betinho, Chico Buarque, Chico Mendes...tantos, tantos...ia encher o Over, , ...será que vai ter coisa,ou seja, verdurinha pra sopa do Zarur(pergunte a vovó), aqui deixo um pedaço de mim...de todos...coisa à toa como dizem, o descaso é tamanho que tudo virou coisa...coisaMuita bala perdida, muita sacanagem, muita cobiça...muita mortes, guerrinha das piores...ninguém vê, ninguém é mais herói...Falta escrúpulos, falta base, falta vergonha...ainda temos uma verdurinha, um pé de couve, uma rosinha,um palmo de água salgadinha...chove ainda...
Brigado pelo dengo, esse carinho de montão...sopra o vento...
DOR
Arranque de mim esta fumaça
Este delírio dos insanos
Meu mistério
Criança
Sozinho caminha
Ainda haste
Retire todos os mortos e vivos
Oportunista ciranda
Roda gigante
A roda do zodíaco
A roda d’água
A névoa das mágoas
Sombras devassas
Seiva que chora
Ainda pavio
Aos homens implora
Não me destrua
Mão
Grito por Deus
Apenas ainda
Rosa
Não Hiroshima
Cíntia Thomé
Beijos..estou esperando essa chuva dar um sosego e nada, pois pé na estrada...S.Sebastian me espera...cadê sol, comprei protetor, bananas bolts uruguaias e levo Descanso de Deus, junto Juli na capa de belezura, zoio verde, aiaia....agora cadê o "dia bom"?
Trarei garrafas com cartas de amor e benzidas pela a sereia
Henry Ford(rsrs), Yemanjá minha santinha...
Beijinhs...
...
ótimo texto.
Tenho um texto novo.Leia e vote:
http://www.overmundo.com.br/banco/la-vem-mudanca
Agradecida, Eittanoise, Xuca, Cintia, Cesar.
Juliaura · Porto Alegre, RS 17/3/2008 11:57
Juli, seu lamento soou como um estridente chamado de mesquita, um eloquente gritar de ambulância. Até quando tudo isso, né moça?
Ah, exitem sereias, sim. E se escondem em corpos de mulheres tão reais que suas benditas bocas nem precisam se abrir pra dizer...
bjo.
Juli,
Já li, reli, adorei e votei!
Beleza de texto.
Meus votos (com prazer) pra você.
bjs,
Querida Juli:
Ben_dito seja
...
tuas pa_lavras
penetram n'alma
Sigo contigo
...
Beijos_Meus*
*
Juliaura · Porto Alegre (RS) ·
Realidade pura, chocante e com tudo para enfrentar.
Trabalhou bem com as palavras.
É uma Mestra Poetisa que sabe sensibilizar.
Parabéns pelo grande Merecimento
Juli,
arrebentou a boca do pastor
as ovelhas andam a esmo
em centelhas de idéias,
que não confundam o vento.
Contra o tempo, a esperança.
Tá foda, mas tá lindo!
beijo
Muito bem dito Juli!
Pena que muitos não entenderão a extensão de teu poema.
De qualquer maneira o vento sopra... Carrega a folha....
Ela sabe do vento... E nós também!
bjo!
Menina, menina, que poesia linda!!!!!
É talento demais pra uma menina da tua idade! Amei!
Beijos,
Gê
Parabéns !!!
Tô descobrindo a Cíntia Tomé por aqui...adorando cada nova !
Agora passo a vir visitar tuas palavras também 1
Adorei !
Respostas...respostas...
por todo canto
um desencanto
acalantos
embalando a cidade
que chora
o sangue derramado
de gente inocente
por pequeno delinquente
protegido
pelas leis
incoerentes
e a pergunta a girar
ciranda
vamos todos cirandar
...
(Raiblue)
Juli,querida!!
Excelente crítica social!!Que talento vc tem ,viu?
Simplesmente genial!!
Parabéns!!Amei!
Besitos bluezenblues
Raii
Upa lelê! Que bom que tu veio Patipetista. Eu tô destampada faz um tempo e tua presença vem aquentar meu cantinho. Grata.
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Gratíssima, Geraldine. Te amo mais ainda, flor da cor de nós. Que troço é esse de idade? Todas as não crianças já temos a mesma idade, o que faz differença é que quando se iventa aumenta o tamanho do mundo, como nos disse A. Einstein. E quando a gente não inventa acontece de a vida inventar pra gente, como a bandidagem vem fazendo roubando as vidas pequenas e grandes das pessoas no nosso lado.
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Nossa Nydia, tão extenso assim nem é. Tem coisas de ainda ontem no jornal, de séculos também de dor, de ventos que nos chegam e vão, de nós que passarinho enquanto custa aqueles que passarão, mas voamos, sim, voamos como a folha vai ao vento.
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Foda é muito bom Dora. Tás pensando em estupro, do que não queremos, como a violência pro nada também de nada vale. Grata.
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Ô Seu Azuir, sempre bondoso, de alma caridosa. Agradecida mesmo, tá!?
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E sentimos muito, LiLi. Adoro tu, guria do bem.
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Trilili, então, poeta de nós rubenio. Gratificada fico com vossa mercês aqui no pequeno cafofo meu. (É a glória, carpem diem!)
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Sereia pampeana sirenando: uuuuuuuuoóoóóóóóoóóóóó!
PÔ, Franck, tu me mata de adulação.
Eu acredito e rodo à baiana.
Beijins povo dos platiplantos!
Raiblue, estávamos sintonizando a mesma onda, que não falei em ti porque ainda postavas enquanto eu escrevia e aí ficou de fora eu te agradecer.
É que eu não sei deixar passar um coisa assim tão hedionda acontecida bem tão juntinho de mim (Bagdá é perto, né?) como aqui na Vila Brasília, a quadra e meia das grades horríveis do meu portão... Zulivre!
Grata pela chegança e cheiro bom.
Beijin.
Juli Querida,
Crônicas poéticas da vida salafrária, não da tevê, mas a que vemos pela janela das nossas casas (por trás de muros e cercas). Teces com maestria a derrocada da sociedade como um libelo fictício ensinado nos bancos escolares, mas quando adentramos a "selva" podemos sentir o cheiro de selvageria e ver a transformação das índoles alvas em pérfidos predadores de si mesmo. Li em voz alta para o monstro e até ele sentiu-se nauseado. Mandou informar que a seara dele é mais onírica. Um super bj e......bravo! Pelas linhas.
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