As Vantagens do Absolutismo Arquitetônico

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Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ
31/10/2006 · 140 · 5
 

Uma declaração de amor para Brasília e Cedric Price, travestido de comentário sobre as novas estrelas da arquitetura (Rem Koolhaas, Lars Spuybroek, Kaas Oosterhuis - não por acaso todos holandeses)

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Hermano Vianna
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Fábio Fernandes
 

Hermano, ótimo texto (como sempre, aliás). Não lembrava da menção que Bowie faz em Outside (pra mim, um de seus melhores álbuns dos anos 90 pra cá) sobre a visão "through the eyes of thoe architects". Muito bacana.

Fábio Fernandes · São Paulo, SP 31/10/2006 08:19
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Claudiocareca
 

Arquitetura rizomática. ehehehe... Muito bom o txt.

Claudiocareca · Cuiabá, MT 31/10/2006 13:08
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Lígia Milagres
 

É. A arquitetura pode mesmo ser a melhor diversão...acho que a geração de Price e Archigram entendiam isso muito bem. Já entendiam em 1960 as vantagens de uma arquitetura despretensiosa, mutável e perecível - uma afronta à vaidade dos "arquitetos geniais" e suas "obras de arte" tombáveis. Aberta às modificações do usuário, sem nenhum um objetivo fatal. Era brincadeira, jogo.. Acho que me perderia feliz em uma cidade assim...

Lígia Milagres · Belo Horizonte, MG 15/11/2006 11:50
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Marcelo Chagas
 

É Hermano... sobra arquitetura pós-moderna nos centros metropolitanos e falta urbanismo para as periferias, devidamente policiadas...

Marcelo Chagas · Santos, SP 22/2/2007 12:44
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Gyothobat
 

Hermano, arquitetos e planejadores sempre assumem ares de quase-deuses quando “desenham” a vida dos outros nos espaços que projetam. E quanto mais famosos e incensados são mais a própria sociedade os transforma em quase-deuses. Na verdade há uma conveniência ideológica ou mercadológica no endeusamento de arquitetos e planejadores. De fato, o que revitalizações urbanas em cidades como Bilbao, Barcelona Berlim e Buenos Aires (1) promoveram, além de toda badalação e a atração da atenção da mídia para si, foi o espetacular resultado econômico imobiliário, turístico e comercial dos seus emprendimentos urbanísticos e arquitetônicos. A assinatura de arquitetos do “star system” como Gehry, Koolhaas, Nouvel, Calatrava e outros conferem um retorno altamente lucrativo a estes investimentos urbanos, embora não se possa dizer, separando a obra arquitetônica do seu resultado capitalista, que estas não tenham valor em si. Algumas, de fato, cumprem o papel da arquitetura enquanto arte, que é o de criar a beleza, o inusitado, a emoção estética, o puro deleite. Mas, referenciado em Lefebvre, não se pode deixar de admitir que a arquitetura-espetáculo unida ao urbanismo de resultados, produzem uma interação quase perfeita entre consumismo e culturalismo, na qual a cidade-produto (mercadoria – valor de câmbio) encontra o seu melhor resultado na cidade-obra (monumento, arte, espetáculo- valor de uso). Dogmas ou modismos do passado, como o modernismo e o planejamento centralizador são substituídos por novos paradigmas do presente como o planejamento estratégico-participativo e a estética high tech e midiática mas o papel dos arquitetos e planejadores como artistas de reis mecenas (travestidos de grandes investidores urbanos) não mudou no decurso da história.

(1) – Por uma estranha coincidência não planejada o nome de todas estas cidades começam por “B”

Gyothobat · Brasília, DF 20/1/2008 23:10
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