Jackie S. olha admirada através da abertura promovida pelo
governo dos sem-pena em seu país, e vê que o mundo (ah, o
mundo!), não tem céu de papelão nem cabe numa sacola
amarela com crateras abertas por insetos ortópteros do clã
Asquerosus Blatídeos. Jackie S., ainda ontem, acreditava que
o sol girava em torno de seu umbigo. Mas sóis não giram em
torno de nenhum corpo além dos que fazem os olhos se
abrirem em céu claro após a tempestade. “Não há porque ter
medo, não há porque ter medo, não há porque ter medo”, diz
a letra do hino nacional de sua vontade, enquanto tambores
rufam em seu peito anunciando que é chegada a hora da
verdade, e que o santo graal é, tão somente, um sorriso que
se carrega perdido dentro do corpo. Jackie, agora que ganha o
mundo, abandona o S. e se faz nobre, porque só quem sabe
que a lama suja os dedos e suja o manto que cobre as
dignidades pode, sussurrando, se fazer ouvir em meio à
vozearia. A corda está lançada em direção à sorte. “Não
acredite em nada e fique em guarda contra tudo”. Vitória!,
ainda que com sal no canto da boca.
Salve, André!
De fato, és o verdadeiro cronista a garimpar
fatos que nos mostram a Verve Humana, extraviada.
É isso, Brother, a qualidade atada à verdade.
Parabéns!
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