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ÀS VEZES, POR MUITAS VEZES

1
José Bezerra de Carvalho · Teresina, PI
5/8/2009 · 2 · 1
 

Nosso amor é como o mar
Convidativo e envolvente
Às vezes, vem devagar,
Remando contra a corrente
Às vezes, por muitas vezes,
Deságua dentro da gente

Nosso amor é como o vento
Parado sobre a cidade
Às vezes brisa, serena,
Soprando no céu da tarde
Às vezes, por muitas vezes,
Inconstante tempestade

Nosso amor é como o fruto
Gostoso amadurecido
Às vezes, o tempo passa
É pelo outro esquecido
Às vezes, por muitas vezes,
Nunca é compreendido

Nosso amor é como a terra
Guardando o fruto escondido:
Às vezes se desespera,
Quer ver o fruto crescido
Às vezes. por muitas vezes,
Morre sem ter florescido

Nosso amor é como a flor
Que nasce com o espinho
Às vezes numa calçada
Na beira de um caminho
Às vezes, por muitas vezes,
Cresce com pouco carinho

Nosso amor é como a noite
Com vento e trovoadas
Às vezes, em negras trevas,
Ou em noites enluaradas
Às vezes, por muitas vezes,
De incertezas povoadas

Nosso amor é como a lua
Ora cheia ora minguante
Às vezes pálida e triste
Outras, clara e radiante
Às vezes, por muitas vezes,
Faz-se perder o navegante

Sobre a obra

Nosso amor é como o mar
Convidativo e envolvente
Às vezes, vem devagar,
Remando contra a corrente
Às vezes, por muitas vezes,
Deságua dentro da gente

Nosso amor é como o vento
Parado sobre a cidade
Às vezes brisa, serena,
Soprando no céu da tarde
Às vezes, por muitas vezes,
Inconstante tempestade

Nosso amor é como o fruto
Gostoso amadurecido
Às vezes, o tempo passa
É pelo outro esquecido
Às vezes, por muitas vezes,
Nunca é compreendido

Nosso amor é como a terra
Guardando o fruto escondido:
Às vezes se desespera,
Quer ver o fruto crescido
Às vezes. por muitas vezes,
Morre sem ter florescido

Nosso amor é como a flor
Que nasce com o espinho
Às vezes numa calçada
Na beira de um caminho
Às vezes, por muitas vezes,
Cresce com pouco carinho

Nosso amor é como a noite
Com vento e trovoadas
Às vezes, em negras trevas,
Ou em noites enluaradas
Às vezes, por muitas vezes,
De incertezas povoadas

Nosso amor é como a lua
Ora cheia ora minguante
Às

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informações

Autoria
José Bezerra de Carvalho, Poeta Zé Bezerra, o "Águia de Prata"
Ficha técnica
Cordel, em sextilhas
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56 downloads

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Cláudia Campello
 

... e se nao fosse assim, quao monotono seria o amor, né poeta?!
adorei, mto lindo o poema.

bjsssssssss;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 9/8/2009 15:11
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