PRIMEIRA VEZ – UM VAGÃO CARREGADO.
Ramiz Galvão é um bairro ferroviário no município de Rio Pardo. Nasci ali em meio a locomotivas, as românticas Maria Fumaças e minha infância dividia-se entre os estudos no colégio das freiras como chamávamos a escola no antigo prédio hoje transformado em centro de cultura, mantendo ainda a escola anexa, as festas na associação dos ferroviários, jogar futebol ou zoar no Rio Pardinho nas tardes de domingo. Meu pai era ferroviário, maquinista e a vida transcorria sem muitas novidades. Não havia televisão e nem sequer sonhava-se com internet, celulares etc. Na verdade nem mesmo tínhamos um telefone, na época um luxo para poucos. Minha mãe fazia o pão para o consumo da família em um forno a lenha, construído pelo meu pai, (um mestre na construção deste tipo de forno). O fogão era a lenha, que vinha da ferrovia. As locomotivas daquela época, consumiam carvão e lenha como combustível e obviamente ninguém comprava lenha para os fogões caseiros. Quando o trem saia, meu pai jogava uns paus de lenha de boa qualidade e nós carregávamos em um carrinho de mão e depois cortávamos em fatias compatíveis com o tamanho da câmara do fogão. Numa destas ocasiões fiquei encarregado de buscar a lenha que seria jogada da locomotiva. Havia um pequeno beco que usávamos para transpor as linhas ferroviárias e acessar a rua do outro lado. Posicionei o carrinho no beco e procurei um espaço para proteger-me por que os paus eram jogados com a composição em movimento e isso poderia ser perigoso. Naquele ponto havia um desvio para uma linha secundaria que estava no momento ocupada por um trem que havia chegado e aguardava a saída do próximo para seguir viagem. Procurei proteger-me atrás do último vagão. Ouvi um apito indicando que o trem estava saindo da estação. Achei estranha a insistência do maquinista ao usar o equipamento, um sistema que utilizava a pressão da caldeira para produzir aquele
Um breve depoimento relembrando as vezes em que estive muito perto da morte.
Lauro, como já disse, não sei porque não consigo fazer down load. Mas pelo que deu para ler, gostei muito.Fiquei curiosa para saber porque o maquinista apitava tanto. Votado
Abração, Ivette
Ok, obrigado, vou enviar o texto pra você. Por e-mail.
LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 4/2/2009 14:32
Oi Lauro. Desculpe o tempo rápido... Bom estar aqui apreciando seu belo trabalho..
Luz e Paz . jbconrado
Obrigado, é sempre um prazer o contato com amigos. Por isso gosto do Overmundo.
abraço,
Lauro,
As vezes que não morri
fez-me lembrar que tudo tem sua hora.
Beijos e votos,
Regina
Bom trabalho. E tem fluidez, adoro isso.
Se não for pedir demais, vê minha revista:
http://www.overmundo.com.br/banco/seed-n1-1
Lauro, Tudo tem seu tempo certo!
Gostei do texto!
bjs
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