Às vezes gosto de ficar de só.
Fechar os olhos e enxergar a luz através do couro da cara.
Observar as cores que não estão lá.
Às vezes gosto de falar de só.
Sempre não consigo que fico falando comigo mesmo.
Outra pessoa que fala pra mim e me conhece.
Às vezes gosto de chorar de só.
Por uma dor que não é minha e vem do mundo cão.
Choro não que a dor é grande.
Às vezes gosto de andar de só.
Caminhar com as pessoas elas falando e eu em outro cafundó.
Pego o mote da palavra e me vou.
Às vezes gosto de amar de só.
Olhar amando um tudo que me rodeia e nem sabe que amo.
Minha dona que nem sabe ser.
Às vezes gosto de estar de só.
Ouvindo tudo ao redor sendo tudo o que mais importa.
Às vezes só quero estar que já tá bom.....
O poeta vive em solidão
solidão de sol a sol
mesmo não estando só
As vêzes, mesmo no meio da multidão
A solidão é pió.
Amarga que nem giló
No peito, parece um nó.
Então o poeta/ poeta sem dó.
As vezes gosto de navegar de mar e fico agradecido pela poesia.
José
ás vezes bato à porta e simplesmente não estou...
às vezes estou sem estar, estou só de ficar..
bela poesia, rangel.
abs.
"quero estar que já tá bom" pura identifucação! obrigada
NatashaCorbelino · Rio de Janeiro, RJ 16/1/2007 17:08
no meu caso não é às vezes é quase sempre! Me identifiquei totalmente: "Às vezes gosto de andar de só.
Caminhar com as pessoas elas falando e eu em outro cafundó."
Abraços Rangel!
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