Que venham todas essas vozes da poesia,
Infernizar-me e blasfemar em meus ouvidos!
Pois que o poeta é um mensageiro da agonia,
E é nessa voz que há o despertar de ecos feridos.
Soneto pelo Dia Internacional da Poesia.
AS VOZES DA POESIA
Lílian Maial
Que venham todas essas vozes da poesia,
Infernizar-me e blasfemar em meus ouvidos!
Pois que o poeta é um mensageiro da agonia,
E é nessa voz que há o despertar de ecos feridos.
Se tu te calas, calo em mim a melodia,
que os nossos verbos, sem as pautas, são perdidos.
E um simples verso no silêncio bastaria
para avivar esses poemas esquecidos.
Todas as rimas fazem coro na sarjeta,
alardeando que o poeta inexpressivo
perdeu o prumo, o calendário e a vil caneta.
Assim me calo, como tu, sem ter amor,
sem essa voz que acalmaria a borboleta
que se debate sem ouvir a voz da flor.
Lilian,
que magnifico e autentico soneto.
Só quem já sofreu e sabe o que significa a verdadeira dor da alma é que consegue escrever versos que calam no coração da gente.
bjs
Obrigada, querida!
A poesia é linda, mas tb atormenta.
Beijocas
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