vivam os pobres de espirito
que não sentem o peso das cargas e medos,
que não sofrem a dor do chicote dominante
vivam os surdos que não escutam o clamor
dos ais e a voz da burguesia mórbida
vivam os inoperantes
até que um dia possamos viver nós, os outros,
e de pés descalços aguentar o calor da terra seca
este poema foi escrito
em Outubro de 80
Em Bhte MG
ano nada dourado!
Uma vida a ralar em grandes questionamentos sobre as direnças gritantes que ocorem no abismo social, quando uma geografia tão próxima, mas quantas desigualdades. Até quando . Sinceramente não sei só sei que o até o amanhã é um protesto para ontem, para hoje, ou para o até amanahã ?
Coluna do Domingos · Aurora, CE 9/9/2008 13:31
Carlos,
Muito bons os seus versos. Os pobres de espírito, alienados da realidade bruta, anestesiados pelo sistema, dentro de suas redomas blindadas. Os surdos, que só ouvem o que querem, e fecham os ouvidos para a miséria e os desmandos dos que estão no poder. A nós outros, cabe sentir o calor escaldante, o peso das cargas e medos, a dor do chicote dominante, o clamor dos ais e a voz da burguesia mórbida...
Parabéns ! Vo(l)tarei.
Abraços poéticos
Viva Carlos Mota, que tem o brilho das coisas escritas. Bjos.
graça grauna · Recife, PE 10/9/2008 09:44
OI Carlos,
Pobres de espiritos
também são aqueles
que não enxergam
que a educação
e um alicerce
que abre todas as portas
e faz do amanhã,
uma pródiga esperança.
bjsssssss
obrigado aos manos pela
presença e comentários,
abraço,
Domingos Angélica Gustavo
Graça Doroni
é
não sentir, ou fingir, ou ignorar, ou não é comigo.
não sei de nada...
será que sei? se sei que sei, melhor não saber...
poiseé..
Um abraço e voto
carlos, tomo contato com a tua poesia, pela primeira vez, e gosto muito... acho que o papel da poesia é também esse, ser social, e despertar consciências, como em gullar, como em joão cabral, como em drummond, como em tantos outros, denunciar e tentar mudar desstinos e conceitos. Hoje a alienação continua, uma sociedade aculturada, é dificil, seus versos retrattam isso e o vc. o faz\ com uma competência e beleza boas de serem apreciadas.
danlima · Brasília, DF 11/9/2008 11:53
quando a gente ouve falar
em Gullar, Tiago de Mello,
Neruda, João Cabral é que
vê que realmente a poesia
tem a eternidade em seu bojo,
ou melhor, ela é a própria
eternidade
abraço, Danlima e Gustavo Adonias,
meu manos
Viva este excelente poeta , parabéns pelo poema , esta uma pintura , votado. Abraço...
delen · Cotia, SP 11/9/2008 12:28
Novalis disse; não faz; o poeta faz com que se possa fazer. Então Carlos, parabéns pelo poema alerta que estimula a que se ponha em movimento, ao menos, a revelação para o amnhã.
Perfeitaente atual, visava o depois e assim hj é...
Muito bom seus versos.
Belo texto, Carlos, cheio
de reflexões e tomada de consciência.
Votando e deixando um grande abraço pra você.
Delen Doroni Compulsão W. Marques
Cintia Thome Walnisia deLuna
presenças gratificantes,
abraços,
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