Eu perdi o prumo.
O céu pra mim sempre está escuro.
Eu vivo de luto e parte de mim
jaz em um sepulcro.
A solidão é lucro
perto da dor de agulhas e tubos.
A esperança é tudo
se tenho no hoje o inseguro
e no amanhã o obscuro.
Meus olhos brilham com o luxo
mas turvam se há pobreza
ao redor dos muros.
Sou parte de tudo e nem por isso
me sinto um ser profundo.
Eu sou igual a todo mundo.
As vezes penso, falo, faço absurdos
e assim eu continuo.
Tento superar os vultos de um passado
que me assombra com o seu jugo.
Esse é o custo que eu pago
por ter sido imaturo e ter feito tudo
sem usar o mínimo de escrúpulo
por me achar resoluto.
Meus olhos abominam o sujo
mas esquecem que também sou impuro.
Sou parte de tudo e nem por isso
me sinto um ser profundo.
Eu sou igual a todo mundo.
As vezes erro, acerto, julgo
e assim eu continuo.
este ser esta seguro voto no sem ter medo de erra estas no trono
Valmir Franca · Porto Velho, RO 6/1/2009 13:41Menina, que verdades mais lindas foram ditas por vc! Amei seu texto, apesar da tristeza e da serenidade exposta nele! Parabéns viu?
Eric Araújo · Belo Horizonte, MG 6/1/2009 17:37
Daniela, que belo poema você fez em cima de tanta dor.
Votado Ivette G M
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