DE CORPO PRESENTE:
CENA I
(Tereza está na janela, vê um menino correndo, grita).
TEREZA:-Vai pra onde com essa pressa toda? Ouvi,claro que ouvi!
É o sino tocando pra anunciar a chegada do padre?
Quem menino?O coronel Deudato da Fonseca o que? Caiu o que? Morto?..
Espera aí menino,espera aí. Fala mais devagar! Pára de correr e fala menino!
ELVIRA:-Quem caiu morto Tereza?
TEREZA:-Tô tão acostumada com quem me chama de
Tê,que até me esqueço que me chamo Tereza.O coronel Deudato da
fonseca caiu morto!Tava dando milho pra galinhas.Caiu com a língua de
fora.Morreu!O homem tá no inferno.Nunca fez nada de bom pra esta cidade.
E o padre já começa com um defunto pra encomendar.
Já vai....Olha lá o
cata osso já chegou.É o padre descendo com uma mala na mão.É
moço!Muito moço o coitado.Tá aproximando,tá aproximando! Boa tarde seu
padre! Fez boa viagem?Chega sempre atrasado seu padre,quando não quebra
no caminho,atrasa.(Dirigindo-se a Elvira)Só abanou a cabeça.Padre
metido! É o que eu digo,salvos aqui,só nós os Batista.O resto,Deus tenha
piedade,estão é no inferno.Mas ainda há tempo,se se converter de todos
os seus pecados.
ELVIRA:-Vou tomar um banho,me vestir,sair por aí pra ver,e ouvir as novidades.E conhecer o tal padre.
TEREZA:-Trocar de roupa pra que? Esta ainda tá limpinha!É casada,mas não honra o nome do marido.Basta sentir cheiro de homens que já se arreganha toda.Essa aí não consegue se manter de pernas fechada.
ELVIRA:--(Chega à porta enrolada numa toalha) Ouvi viu! Com a mesma medida que mede,será medida.A boca fala do que está cheio o coração.
TEREZA:--Eu hein! Agora essa!
E vamos indo......