ATOS
Como não cambalear
no meu ultimo ato
O teu ultimo abraço
primeiro de tantos outros passados
uma sincera vibração
fez-se laço
no canto do olho
a cor boba transparente
umedecia a mais bela metamorfose
paisagem de nossos corpos
turbilhão dos atos
virgens, imaculados
como não recordar
a viagem de tua mão
sobre meus dedos
sublime, leve
sem a palavra não dita
sem a corda partida
sem o farfalhar de tua despedida
no ato vazio
desfe-se, sonho volátil
desce no canto do olho
a dor transparente úmida
na morte da esperança
jaz meu amor
a extrema gota d’água
última
Cíntia Thomé
"Não há mais nada a lamentar quando os corpos já não permanecem
com um único coração...o tempo mingua e o amor fica vazio"
Meu Deus!!! tao profundo que...me perco de mim! Cintia, que poema amargamente doce é esse? Nao ha comparaçao. é voce toda alma nua, sangrada e sagrada.
Amo te ler. mto mto mto!
bjssssssss
Sucessão de atos... humanidade, às vezes nos leva a um desespero de alma !
É preciso estar mais presente !
Um beijo !
Lendo este "último ato", você me deixou ansioso por ler outros e mais outros atos de seu poetar! Parabéns, Cintia! Grande abraço pra você!
Clésio Tapety - Cultura da Paz · São Paulo, SP 14/2/2011 22:15
Cíntia,
a dor do fim sempre abre novas possibilidades, inclusive no próprio poema. a extrema gota d'água, uma bela imagem.
beijo,
r
O último ato, forte, belo e acima de tudo democrático, pois todos somos condenados a protagonizá-lo um dia.
abs
http://www.myspace.com/vulgototal
http://www.vortexproject.blogspot.com
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