O capital dirige a orquestra obreira com maestria.
Do camarote, não consegue esconder as sombras.
O sinistro olhar dirige os escravos, maestros!
Cenário montado é hora do espetáculo:
A instituição pública abre as cortinas.
Inicio de mais um ciclo.
Opera-se uma sinistra metamorfose,
a vítima torna-se algoz.
O capital tenciona os obreiros
a sublimar as energias represadas.
Obreiros tornam-se algozes, cena perfeita!
Fecham-se as cortinas,
os representantes da lei com a última palavra,
meias palavras...
É hora de algozes retornarem a rotina, agora vítimas.
Produzir energia, nos umbrais da alma.
Vai-se mais um ciclo de morte...
A sombra cresce ao esconder a verdade...
Na acidez mórbida dos rios da alma, enxergo:
O fim trágico de um sistema previsível.
Sê ta feroz.
Belo poema.
Obrigado José
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