O cálcio das tíbias
se mistura a argila
lodosa e gelada,
uma brisa antiga
parece assobiar
uma canção funesta
( a sonata dos calcinados).
A sombra pavorosa
da águia suástica
ainda paira acintosa
sobre os arames farpados
fornos enferrujados
e corredores sombrios
( memória congelada
pelo frio do tempo)
como lição amarga
para se entender
mas os olhos do mundo
teimam em não ver.
Para que a humanidade nunca mais possa ver repetida essa loucura humana: a tormenta nazista.
Julio
Teu poema é quase uma fotografia...
Precisamos falar dos horrores das guerras para que possamos aprender e ensinar sobre a PAZ.
Beijo
Um poema denúncia pra não esquecermos da fragilidade da Paz. Parabens.
graça grauna · Recife, PE 19/12/2008 20:35
( memória congelada
pelo frio do tempo)
como lição amarga
para se entender
mas os olhos do mundo
teimam em não ver.
lindos versos amigo poeta.
votado.
Um poema realista e visceral, não devemos esquecer que Milosevic há pouco tempo tentou ditar o seu Reich!!, os anos passam , mas o genocidio é o mesmo , Parabéns Julio, os Olhos do Holocausto continuam a nos vigiar !!
Sandro Correia · Manaus, AM 22/12/2008 02:13Parabéns cara. um tema pertinente para uns e ao mesmo tempo inpertinente para outros. Continue refletindo sobre os grandes temas.
Mauro Pitanga · Manaus, AM 23/12/2008 21:59
bom muito bom!
se ainda não leu 'Maus' procure ler, é muito bom
em quadrinhos
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!