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ausências recortam o ar em silhuetas de árvores presas no horizonte quântico

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André Teixeira · Aracaju, SE
6/11/2008 · 82 · 5
 

...e a vida, geralmente, vai destilando-nos assim:

despedaçando as urgências e esfarelando iconoclastamente os paradigmas Norte dos passos;
o caminho do olho perde-se no olhar,
muitas vezes muito maior do que quem olha,
como o faz, muitas vezes, o sonhar
(a regurgitar as gentes todas e
os seus sonhos... alguns meus lá,
pipas perdidas da infância,
o universo é logo aqui
no meu bolso
e o tempo cabe na enormidez
de uma bola de gude)

Sonhar...
que o tempo todo, hoje, cabe numa poesia
e o esquecimento vai ficando bem pequeno
perto das coisas que a gente tem que lembrar;

e que,
segunda teorias da Física Quântica,
bolinhas de gude tecando podem ser big bangs
e que ausências soam mais pesado
do que a falta de nós mesmos.

Sobre a obra

Poema escrito ao responder chamada de Soninha Porto

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Autoria
André Teixeira
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Compulsão Diária
 

Lembrar de esquecer, esquecer de lembrar

Compulsão Diária · São Paulo, SP 6/11/2008 14:43
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Vilorblue
 

Duas fases difusas como em duas nebulosas, a da infância e a do poeta, uma garantindo a outra o perfeito equilíbrio ou a loucura.
Gostei e votei.
Abç.

Vilorblue · Colombo, PR 6/11/2008 15:03
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fernando ciscozappa
 

porra!
tem emergências pululantes
na esquina quente
de suas palavras... larvas.. lavras...

abraços,

fernando ciscozappa · Belo Horizonte, MG 6/11/2008 15:13
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Ailuj
 

Mararavilhoso
Um beijo e publicando

Ailuj · Niterói, RJ 6/11/2008 16:08
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André Teixeira
 

Pessoas!!!

MUITO obrigado pelas palavras... metamorfoseio-as em mais uma poesia...

Metareciclamorfosias da palavra lava lavra larva livre

Desse silêncio de hoje
breves e quentes urgências
em cio de idéias a copular as palavras
masturbadas de outrora... porra,
na gramática que se remexe como uma cobra viva,
salta do nu Espaço da inexistência
para explícito intrínseco hermético
verbo,
óvulo fecundado a gerar poesia,
infusões de mim...

Sob o signo da loucura,
imperfeições garantem a lucidez
da língua cheia de asas e sentidos
para dizer sentido algum nessa,
naquela ou na outra,
sempre mais da mesma dor,
sempre mais do mesmo sangue
a imitar a noite que
não encontra o dia.


Lembrar de esquecer de esquecer de lembrar,
lambo essa terra com os olhos invisíveis que plantam
coisices alheias às Leis e 'de fatos',
semeando o invisível no ato passo...
passo, lavro, larvo,
acabo no não me acabar, frase solta no ar,
poema preso nos dentes enforcando o fim
que acaba de chegar.

--

Obrigado a todos, GRANDE abraço!!!

A

André Teixeira · Aracaju, SE 6/11/2008 16:21
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